quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

pequena pausa para publicidade






este é um post para apelar ao vosso espirito consumista. e visto que é natal apelo a esse espirito também. ah! e eles dizem que até sexta feira ninguém paga portes de envio.


RUN! FOREST! RUN!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

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pergunto: é a perspectiva tão somente uma forma de ver? ou é mais uma expressão oportunista?
é uma questão de 'perspectiva' pois.

eu digo-te o que eu acho:
um observador não é um visionário, ainda que um visionário seja necessariamente um exímio observador.
ainda assim um visionário é muitas vezes um oportunista.






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aquilo que tu viste, já me era inato antes de me aterrares no colo com os teus sonhos.
podes usar-me a teu bel prazer. podes estampar-te de genialidade e conceptualismo sobre o que apreendeste de mim.
não podes é querer roubá-lo de mim e depois vir passar-me a mão no pelo como se fosse perfeitamente natural. normal.
eu recuso-me a ser mais uma das tuas vitimas.

ganha vergonha na cara.



domingo, 4 de agosto de 2013

±



era um percurso já traçado. sinuoso. naquela manhã chuvosa, quando decidimos simplesmente ignorar tudo, e por tudo entenda-se TUDO, sabíamos que íamos fazer esse caminho. este. sabíamos onde estávamos. por onde começar. por onde ir. sabíamos aquele início. curiosamente a razão ainda que dissimulada, dizia-nos em voz alta, e lembrava-nos um ao outro aquele que mais obviamente seria o ponto de chegada. sabíamos bem. tão bem. era claro e evidente. e partimos. de mãos dadas, subimos colinas, trepámos rochedos, e sempre de mãos dadas, fomos mais ou menos destemidos, e sem olhar para trás. naquela manhã chuvosa, sabíamos que não havia volta a dar. não existe retorno. é uma ida sem volta. e damos por nós, no vértice mais alto, a arriscar tudo, a tremer de vertigens, sem saber segurar no outro, e olhamos para nós. estamos outra vez num abismo. e ninguém trouxe pára-quedas.


sábado, 6 de julho de 2013

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dizia aquele spot de rádio "palavras, leva-as o vento".
não chegam. vão e vêem conforme a corrente.
não sobrevivemos delas, porque se nos alimentam a alma mas são vazias de significado
mais tarde ou mais cedo vão acabar por nos deixar vazios também.
Não adiantam palavras se não temos acções.
Pior. Não adiantam palavras se temos acções opostas e contraditórias.

Aquele que um dia disse "quanto mais me bates mais eu gosto de ti", puta que o pariu.




segunda-feira, 1 de julho de 2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

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Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez em quando me saem monstros.





José Saramago






quarta-feira, 5 de junho de 2013

do Amor incondicional.



porque os mal entendidos que te cravam unhas nos pulmões e te atiçam ao podre da revolta, só conseguem no fundo semear a tristeza. e se no peito te abrem feridas, é da voz que abafas, porque é preciso mais do que riscar uma fita de cassete na cabeça. a razão está no lado de quem a procura e é no reflexo que se revela. se não projectares para fora de ti nunca saberás verdadeiramente o que é. nunca terás resposta. nunca aprenderás.
e digo ainda que o sangue que nos corre nas veias tem uma origem, mas diz que a naturalidade do percurso é não fazermos dos erros dos nossos antepassados os nossos erros. diz-me a vida que o orgulho sempre trouxe de manda dada o remorso.

[eu não sei onde tenha errado. não acho que tenha errado. não sinto que tenha errado.]

em todo o caminho que fiz, sempre tentei ser fiel ao que sinto e acredito.
nesse caminho, embora a minha maneira sempre te amei.
nesse amor, nesse caminho, nesses principios existe um padrão


não posso corrigir o que não entendo, e assim espero, enquanto a tristeza corrói, o mal entendido se instala e a esperança de que o orgulho se te desvaneça, oscila frágil e ténue, a fazer levantar o véu sobre a dor. ainda assim, mantenho na mesa de cabeceira o retrato de que, o que nos une, é incondicional. devias sabê-lo.






 photo galaxysoflove_zps03545367.jpg




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Casa.




©Javier Vallhonrat




Lar é onde não sabes quem sou. Onde me ensinas a chamar-te um nome ausente de significado.
Onde cultivas a dor, e pior, onde matas os teus.
Lar é onde destróis o sentido da palavra.
É aquele sítio de onde só não fogem aqueles que não podem.
Uma obra de ficção.




sábado, 6 de abril de 2013

§.



“Começada já há alguns anos, O silêncio de… é uma escultura em evolução, permanentemente a crescer. Escrevo à mão, o tempo é meu amigo. Mas, cansado das palavras, queimo quase tudo o que escrevo e encerro algumas das cinzas em caixas de aço, seladas. O fogo purifica e protege a vida, permite trabalhar o ferro e reduzir a cinzas os corpos e as palavras inúteis. Se escrever pode ser um acto de libertação, queimar as palavras também o é. Talvez nunca decifremos o segredo do tempo que passa, nunca encontremos uma resposta. Também um dia a pele quente, percorrida pela discreta e enigmática palpitação das veias, a pele onde repousa suavemente o medo de ter medo, se converterá numa belíssima teia de linhas que contarão a longa história de uma vida: a história de todos os caminhos, desvios e interrupções, a memória da dor mas também a memória da paz e do regresso, da descoberta e do espanto. Depois ela virá a transformar-se em pólen que, levado pelo vento, espalhará a floração das memórias e dos segredos.
Este livro regista a evolução de um caminho, da forma que julgo ser a mais certa, a mais ajustada, a única que me é possível, em todo o caso. Para o fazer com clareza, localizámos e datámos cada texto, assumindo todos os defeitos e todos os excessos próprios e insubstituíveis. Estes textos não possuem outra importância para além da esperança de que possam servir a quem por eles se interesse ou até aproximar alguém do meu trabalho de escultura, completando alguns dos seus aspectos. Mas a verdade é que espero que as minhas obras sejam melhores do que as minhas palavras e que delas não precisem. Cada obra é sempre mais complicada do que as nossas pobres teorias. A rigor, a única contribuição que um artista deveria trazer a um debate é a sua obra. As palavras poderão orientar, mas nunca deverão servir de desculpa nem de justificação. De resto, tudo é possível: há artistas que gostam de falar e há os que detestam; alguns querem dialogar, outros não conseguem, mesmo querendo; uns gostam de escrever e outros exprimem-se pelo silêncio.”








terça-feira, 26 de fevereiro de 2013





obrigado a todo este terrível frio que se abate. é que assim ninguem se questiona sobre a razão porque tremo.




sábado, 23 de fevereiro de 2013

[Es]finge.



é essa a grande falácia que eu vejo. estarei eu de todo enganado quando [me] olho e vejo alguém que não podes salvar, consertar? eu vejo as premissas das quais partimos em direcção ao outro, degraus não só de dimensões diferentes, mas de escadas diferentes. e eu posso estender-te a mão para me agarrares, mas quando me mostrares que não deixas nenhum de nós cair. até lá estou aqui, no mesmo canto de sempre, a espera que me consigas ler nas entrelinhas. porque a razão está do lado de quem a quer ver. de quem a procura. nota que para isso é preciso entender os dois lados do tabuleiro.




sábado, 16 de fevereiro de 2013

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a pergunta que se impõe daqui em diante é: quem é que chega primeiro à expressão: "eu avisei-te." ?
e não é uma corrida. sabes que no que depender de mim, nenhum de nós, mas eu conheço o karma há muito tempo,
se é que me entendes..




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

2013 Give Away #001



Um give away às vésperas do 'Dia do Chocolate' a.k.a 'Dia de S. Valentim' pode ser uma coisa um bocado lame, a roçar o cliché e até mesmo o fatela, seja pelo amor ou pelo desamor (venha o diabo e escolha...). No entanto achei que fazia sentido, visto que há uns dias encontrei um caixote com trabalhos antigos, e entre peças que sobraram de zines e trabalhos da altura que coincidem com a temática, decidi fazer uma compilação e disponibilizá-la a preço de amigo.
Assim sendo:

Este Give Away é composto por 12 trabalhos originais + 1extra:

 * 8 imagens base [10x15] (iguais em todos os exemplares embora com edits personalizados em cada um)
 * 1 desenho exclusivo [15x20]
 * 1 destes trípticos [originais] [10x15 : x3]
 * 1 livro/poema. [7x10]
 * 1 pack de stickers [extra]

o preço desta maravilha é de 5€ [portes incluídos (PT)] e em baixo seguem imagens de amostra dos 8 desenhos base. existem apenas 10 exemplares e para ficarem com um deles é contactar-me via email.





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(livro/poema)



©


happy valentine's day*

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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lembro-me que chovia e via as gotas cair lentamente. lembro um poema sobre a luz que reflectia numa pedra de altar gasta pelo tempo.
lembro que a musica parou, ja não me lembro se antes ou depois.




sábado, 19 de janeiro de 2013

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insustentável. como um bando de prostitutas a quem dás dinheiro e depois exiges que te retribuam favores.



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

a nú.


numa iniciativa 'relâmpago' o espaço MOB, no coração do bairro alto, viu as suas paredes dominadas por mulheres com o meu carimbo. a abertura decorreu nesta noite e foi uma iniciativa tão relâmpago que, à excepção de criar um evento na mais concorrida rede social de sempre, horas antes da abertura, não consegui avisar mais ninguém, nem com mais antecedência. estará patente até dia 25 do mês corrente e deixo-vos aqui o cartaz e o link para o tal evento do facecena.








quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

~.



Pergunta-te. Questiona-te, depois de limpares o rimel esborratado dos olhos e te assoares, como é que raio Gonçalo sabes essas merdas todas? Como é que sabes sobre as torradas da manhã, e o jantar de logo à noite? Como é que sabes sobre o banal e o vulgar dos dias? Sobre o calor e o vazio? O simples acto de te colocar o guardanapo do lado certo do prato ou não saber onde descalcei os sapatos ontem?
Porque aquilo que tu não sabes, é que a psicologia de mesa de cabeceira não é mais que um retrato. E aquilo que tu não vês, é que a prescrição que atribuo a cada paciente, é aquela que nunca terei para mim. A psicologia de mesa de cabeceira, sabes, é um fenómeno bem bonito. Porque a conheço tão bem. Conheço-lhe tão bem as [entre]linhas, que não me serve. É minha.

O que eu te quero dizer no fundo, é que o dom da palavra que tanto estimas e te faz cair as lágrimas, é muito bonito da boca para fora. Da boca para dentro, minha cara, é um castelo de cartas ao vento, e eu, o rapaz que segura pilares, estou tão ou mais fodido do que tu.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

adeus.



a verdade estará sempre acima de qualquer juízo. as causas e as consequências são apenas danos colaterais pela falta de entendimento da mesma. e se para ti falo, contra mim falo também. e ainda que não tenha respostas, que não saiba quando as virei a ter ou se as virei a ter, sei quando tenho que agir. a parte fria e cruel é que tenho que tomar decisões com base em suposições, até que a verdade se revele e me dê ou me tire razão. enquanto isso, faço o que tenho que fazer.
partir.