sábado, 17 de outubro de 2015

- X -


-X-


d e   t i
 d e t i
deti

.

detive um coração
sem nome nem rosto
 apanhei-o sem querer

era noite de outono
e um pequeno acidente.

saiu-me numa rifa
daquelas sem prémio
[achava.]

- X-


tropecei-te
sem querer
tropeçaste
sem querer
tropeçámos
sem querer
caímos
sem querer
mas a querer
como quem brinca com o perigo
saíste-me em jackpot.
[a sorte grande e a terminação]


e agora por querer
como quem sozinho quer
contra todas as probabilidades
se fez querer e existir
a querer ser aí vem
a querer ser aí está
não tarda
e quis tanto

mais do que ela ou eu
.
[diz a magia para a ciência
qual milagre!]

-X-


ainda não te escrevi
e falo-te ainda entre dentes.
mal me sabes ainda
mas desconfias.
mas saberás um dia
que sem querer quiseste,
mais do que qualquer um.
mais do que ela ou eu,
e que mesmo sem saberes
foste tu quem mais quis.

por entre as leis
do universo e da razão
quebraste
todas as expectativas
e impuseste-te.
"Eu serei!"

fecho os olhos e ouço-te:
"e ainda assim aqui estou!"


e venero-te
por isso.
e admiro-te.
e amo-te.
e amo-te.

e amo-vos.

e um dia quando fores capaz de o entender
hei-de dizer-te
e mostrar-te
hás de saber
aquilo de que ainda sem seres
já foste capaz.



-X-



Capitulo Zero:

a grande epopeia d'
"o mais forte dos todos"

-X-