quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

[ m a r ]



.


a incerteza é uma casa de espelhos foscos
e uma lâmpada só
fundida

um cego de olhos bem abertos

na estrada
andar em circulos
pedras buracos obstáculos
e por fim o fim
cair

nos dedos a latência
nos dentes o ferro


s a l


roubado o espaço ao óbvio
ficam com o abismo todas as duvidas
para um amanhã
translúcido como o nada

no fundo do mar

ácido


como quem corrói o vazio
para o encher de mais vazio
mais
e mais
e mais


uma ideia longe




oxalá saber.





[#103]