terça-feira, 31 de janeiro de 2012


ainda não passaram 24h e aqui estou outra vez, desta feita com um spam mais ao meu género.
a StrictlyBass convidou-me, e eu aceitei o desafio: um podcast.
abri a gaveta e procurei. procurei-me. e resolvi fazer uma tracklist de mensagens subliminares, quer através do nome das musicas, quer daquilo que se ouve nelas. é uma paisagem sonora. uma viagem.
estão à vontade para partilhar as vossas emoções ou eventual ausência delas. estão à vontade para partilhar por aí. eu agradeço.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



Nunca fui muito dado ao spam no blogger, excepto quando se trata de trabalho pessoal.
Hoje abro uma excepção.
Os meus irmãos de armas decidiram abrir o baú de tesourinhos e revelar finalmente ao mundo o trabalho que andam a desenvolver desde 2009. É uma bela viagem, que eu aconselho, mas eu sou suspeito.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Não é a primeira vez que publico isto. Como dizia a Samson: a repetição como forma de sedimentação.
É mais uma. Ali. No ultimo minuto. No ultimo fôlego mesmo antes de terminar.

The Broadway Project - London Broken Beat




Quem me conhece sabe que o elemento fulcral do meu trabalho e o elemento com que maioritariamente me relaciono é o 'Tempo'. A duração das coisas, a intensidade com que se nos atravessam o corpo ou a mente, o impacto que tem em nós e aquilo que nos provoca e nos transforma. O Tempo. É por isso que a minha ferramenta de trabalho é o fogo. Um acto performativo e aleatório em que soltamos um demónio ao chão e o observamos atentamente desenhar-nos a sua essência e influência, todo esse processo de tempo, em que o fogo reage sobre uma superfície e deixa aquela marca, como que uma cicatriz que revela a ferida que sentimos dentro do peito.
Na minha relação com o tempo, existe um outro processo, este de cariz mental, de associar imagens a peças sonoras. É inevitável para mim, como que se as imagens, ainda que estáticas, possuíssem uma ambiencia que se pode relacionar directamente com determinadas melodias, ou frases, refrões. Para mim as imagens nunca são objectos estáticos. Muito pelo contrário. São um arsenal de emoções que ocorrem na minha cabeça através daquilo que os meus olhos vêem. E essas emoções tendo uma duração, ora mais lenta, ora mais longa, são assim todo um ensaio a decorrer, carregado de acções, movimentos, sentimentos ou sons, que as traduzem e as definem da forma que melhor entendo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Virar a página e mudar subtilmente de capítulo. Mais tarde ou mais cedo acontece, mas preciso sempre ganhar alguma vantagem sobre os meus demónios, sob o risco de, não o fazendo,  dar por mim assombrado de assalto por eles, assim inesperadamente. No terreno lamacento é sempre preciso olhar com atenção a ver onde pomos os pés, não vá uma pessoa escorregar e mergulhar de cabeça.
Algo que a vida me ensinou foi que o tempo dá lugar às coisas, põe-as no sitio, revela-lhes a razão. Disseram-me um dia: Quando o mundo inteiro está errado, e tu é que estás certo, desconfia!



Sam KDC - Dote (a tribute to nostalgia)


domingo, 22 de janeiro de 2012



é ali. no ultimo minuto. no fim da história.
amanhã conto outra.
*
(a musica é do Sam KDC, a imagem é minha)
*

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012




©Thomas van der Zaag | The Urbs - Requiem For a Love Affair


começar o ano a perder


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Photobucket

Trago no peito um coração-bomba-relógio. Prestes a explodir e eu sem saber o que fazer com ele.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AColdZerø


É o Tempo. É sempre o tempo. E enquanto esperas que ele te salve e cure a tua doença, não percebes que corrói. Desgasta. Apodrece-nos por dentro como uma maçã esquecida na mesa de cabeceira.

Apesar de tudo o que com Ele se afunda, uma coisa é certa, é Ele que traz à razão à tona.



comprei um bilhete de ida.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


              A mão procura a mão. O moribundo encosta a cabeça, pesada e leve, no 
peito da culpa. Como falar do medo de ficar só? Não voltar nunca, é esse o amor.
Não olhar para trás, para as coisas acabadas. Como falar? Tantas coisas. As pala-
vras são uma prisão. Onde está a normalidade da vida? O hálito a queimar-me
os dedos. Uma delicadeza infinita, neste momento.  « I'm not leaving. »
« Give-me your hand. » O sol é venenoso.


Rui Chafes - "O Silêncio de…"


segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Cheguei a Lisboa no dia 31 de Janeiro de 2008. Trazia comigo uma mala de sonhos e desejos, e este álbum no mp3. Durante o mês de Fevereiro, vivi numa casa que não era a minha. Que não me pertencia. Que não tinha o meu nome em lado algum. Aprendi um caminho e uma rotina que não eram os meus. Um percurso. Todas as noites chovia. Muitas vezes durante o dia também. Lembro de um quarto com uma janela pequena, por onde mal conseguia espreitar e onde ouvia passar os autocarros da carris, dia e noite, e o trânsito de uma cidade que ainda não era a minha. Acho que nunca chegou a ser e provavelmente não será dia algum. Ouvir esta música traz-me muitas memórias. Memórias que justificam, àqueles que não entendem que lhes diga: o White Chalk é sem duvida o meu album preferido da PJ. Ouvi-o dia e noite durante aquele mês..
Quero apesar disto agradecer o mês de Fevereiro de 2008 à Silvia, que cuidou de mim como pôde, me acolheu e de alguma forma me salvou, mesmo sem saber.
Hoje chove-me nas maçãs do rosto e aperta-se-me o peito de uma angústia que não posso contar, e entre outras tantas coisas, revejo mil imagens daquele mês. Hoje a insónia sabe-me a este giz branco, por isso deixo-o aqui apontado, como quem queima com um ferro, para jamais esquecer, do que realmente me cobre e me abraça.


programa completo aqui.

domingo, 27 de novembro de 2011


"Esperar."
A palavra que carrega consigo a faca que se espeta no peito enquanto nos aperta a garganta. Mas não nos atira ao chão ou contra a parede.
É uma injecção intra-venosa de luz branca nos pulmões que nos rouba o espaço ao ar.


sábado, 26 de novembro de 2011



Gostava de escrever, agora, sem qualquer tipo de significado subjacente, sem qualquer tipo de conotação subliminar. Sublime.Desprendido. Sem o peso do "e se...". Sem os segundos significados e as interpretações. E não é não saber, é não poder.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011


foi aqui...                                   

Photobucket