boa noite.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
#88
~
das noites roubadas ao sono
falam-me os dentes a verdade.
os meus.
entre o sangue e a saliva.
e tu
não sabes nem sonhas.
a fraude instala-se.
e a verdade...
nem eu sei.
sei escuro e temor
de quem já não sabe.
mas sente.
acordar a meio da noite
pra vir sofrer sozinho
numa terra de ninguém
onde não pertences
não és
e podes mergulhar
sozinho.
seguro.
rever o negrume
desmanchar os sonhos.
esvair.
fica o que há por dizer.
e este buraco
do tamanho de uma insónia
atrás da outra
atrás da outra
atrás da outra.
querer acreditar não basta.
.
[eu também tenho os pés frios à noite ]
~
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
sessenta dias.
uma espinha na garganta
todos os dias
a lembrar-me que pela boca morre o peixe.
"nunca digas nunca."
outra vez, para aprenderes.
sentir-te o amor
sentir o amor
sentir-te sair
de casa.
da impotência
nada a fazer.
sem medo, como um abraço
posso adormecer tranquilo:
"fui feliz."
e da distancia a visão.
espaço. tempo. dimensão.
diz que da dúvida nasce o caminho
para onde?
[ luz. ]
ninguém vê as coordenadas
de olhos abertos.
~
faz-me falta.
[esse] amor.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
infinito.
Na primeira semana alimentaram-se de bolachinhas, de que se tinham abastecido abundantemente. Como as bolachas acabaram, agora comem-se um ao outro.
Anestesiados pelo desejo, arrancam grandes pedaços de carne com os dentes, entre dois beijos devoram o nariz ou o dedo mindinho, bebem o sangue um do outro; depois saciados fazem novamente amor como podem, e adormecem para recomeçar quando acordam. Perderam a conta dos dias e das horas. Não são bonitos de ver, isso é verdade, ensanguentados, esquartejados, pegajosos. Mas o seu amor está para além de todas as convenções.
Juan Rodolfo Wilcock
Post descaradamente roubado AQUI.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
* i n t e r l u d i o
[ dos *nós atravessados ]
. . .
"é a ordem natural das coisas..."
. . .
não.
perdoa-me, mas..
eu não faço parte de uma "ordem".
. . .
não.
perdoa-me, mas..
eu não faço parte de uma "ordem".
muito menos de uma "ordem natural".
a sério.
viver na noite lembra-me em muito a "sweet dreams" dos Eurythmics, sabes.
e observar os outros, ainda que, eu, em estado menos próprio
leva-me a questionar e a considerar a(s) procura(s) de cada um.
até a tua também.
disse eu outrora: "do fácil não reza a história"
por isso não me digas que "é a ordem natural das coisas"
não é.
e ainda que toda a gente procure alguma coisa
e não seja eu uma excepção:
não. não é disso que eu estou a procura.
you're getting me wrong.
all wrong.
e quando eu digo a sério, é mesmo a sério..
viver na noite lembra-me em muito a "sweet dreams" dos Eurythmics, sabes.
e observar os outros, ainda que, eu, em estado menos próprio
leva-me a questionar e a considerar a(s) procura(s) de cada um.
até a tua também.
disse eu outrora: "do fácil não reza a história"
por isso não me digas que "é a ordem natural das coisas"
não é.
e ainda que toda a gente procure alguma coisa
e não seja eu uma excepção:
não. não é disso que eu estou a procura.
you're getting me wrong.
all wrong.
[*não confundir nós com nós.]
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Fundo do mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
[interludio]
porque um coração é um coração, e um coração não pode ser de pedra,
daquilo que não vês, fica só o sentido.
unilateral.
sem remorsos. sem rancores. sem espinhas. sem medos. sem merdas.
nada.
nenhumas.
e se assim é, vamos ser sensatos: sem hipocrisias também.
[repito. sem merdas, ok?]
pra ti porque é teu.
simple as that.
é só isto.
[ ]
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)






