domingo, 14 de setembro de 2014

* i n t e r l u d i o


[ dos *nós atravessados ]




. . .
"é a ordem natural das coisas..."
. . .


não.
perdoa-me, mas..
eu não faço parte de uma "ordem".
muito menos  de uma "ordem natural".
a sério.

e quando eu digo a sério, é mesmo a sério..


viver na noite lembra-me em muito a "sweet dreams" dos Eurythmics, sabes.
e observar os outros, ainda que, eu, em estado menos próprio
leva-me a questionar e a considerar a(s) procura(s) de cada um.
até a tua também.

disse eu outrora: "do fácil não reza a história"
por isso não me digas que "é a ordem natural das coisas"
não é.
e ainda que toda a gente procure alguma coisa
e não seja eu uma excepção:
não. não é disso que eu estou a procura.

you're getting me wrong.
all wrong.






[*não confundir nós com nós.]


quarta-feira, 10 de setembro de 2014



Fundo do mar


No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.


Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 7 de setembro de 2014



[interludio]

porque um coração é um coração, e um coração não pode ser de pedra,
daquilo que não vês, fica só o sentido.
unilateral.
sem remorsos. sem rancores. sem espinhas. sem medos. sem merdas.
nada.
nenhumas.
e se assim é,  vamos ser sensatos: sem hipocrisias também.
[repito. sem merdas, ok?]

pra ti porque é teu.
simple as that.

é só isto.

[  ]


terça-feira, 2 de setembro de 2014





There’s two kinds of women—those you write poems about and those you don’t.
— Jeffrey McDaniel


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


a Sara dizia-me no outro diz que os famosos morrem aos 3 de cada vez.

deixei no outro dia um post singelo, em jeito de homenagem ao Robbin Williams, com uma sentença do clube dos poetas mortos. entretanto morreu a Lauren Bacall e encontrei isto no social-virtual. fez-me lembrar que eu trouxe um plano.

diz ela:


"I’m not ashamed of what I am - of how I pass through this life. What I am has given me the strength to do it. At my lowest ebb I have never contemplated suicide. I value what is here too much. I have a contribution to make. I am not just taking up space in this life. I can add something to the lives I touch. I don’t like everything I know about myself, and I’ll never be satisfied, but nobody’s perfect. I’m not sure where the next years will take me - what they will hold - but I’m open to suggestions.”
― Lauren Bacall (September 16, 1924 – August 12, 2014)




fui.
sem medo.
voltei.
sem medo também.

da verdade, saberemos depois.
agora importa o agora.
a incerteza são reticências e pontos de interrogação
e não há nada melhor que um descampado para abrir um caminho.
podia ser mas não foi.
pode ser mas não é.
e amanhã?
espera-me. poderei ser.



abre os olhos que já é dia!

agora vou.

e fui.
[sem medo]

terça-feira, 12 de agosto de 2014


era uma armadilha não era?
diz-me.
era um teste?

lanças o veneno no ar, como quem põe perfume
semeias uma pequena ideia, sublime e etérea
e do lado de fora, vês-me cair.

[os homens são fáceis.] 

mas ainda antes. volta atrás.
começou antes, quando ainda sóbria me falavas de "e se's"

não, não esqueci.
não estava distraído.
ouvi-te tão bem que sou capaz de soletrar todas as palavras
ainda que talvez me falhe um pouco a voz.

da armadilha
fui sem medo. voltarei a ir. se me for permitido.
mas agora todos os dias tenho esse "e se" aqui dentro.
esse e o outro.

mas venham mais três copos. ou dez.
e tiremos a história a limpo




era uma armadilha não era?




conta-me tudo não me escondas nada.




quarta-feira, 30 de julho de 2014

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it has to start somewhere
it has to start sometime
what better place than here
what better time than now?



terça-feira, 29 de julho de 2014

[ Ensaio Sobre o Tempo. ]






"Of course the sun won’t always be here to keep us warm. It,  like all things, will die… "

Where the Wild Things Are (2009) dir. Spike Jonze

segunda-feira, 28 de julho de 2014


Poetry is a naked woman, a naked man, and the distance between them.
— Lawrence Ferlinghetti, Poetry as Insurgent Art

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[ dos verbos que terminam em IR ]



sábado, 26 de julho de 2014

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naquele dia em que mostrou as cartas, leu-me de forma breve e fugaz.
passaram quê, quinze anos? talvez mais? fui para casa em pânico.
tinha sido descoberto mas sobretudo, como podia ela saber?
ainda hoje esta história se escreve. ainda hoje lembro. relembro.
ainda hoje se escreve, e ainda hoje dou por mim a pensar: como é possível?
e o pior: o futuro.
uma história de capítulos perdidos.

lentamente a rotina muda.
deixar passar a letargia.
mas lembra-te Gonçalo: o plano.
o sentido escreve-o depois.

uma lista de verbos que acabam em IR
depois o resto.

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desapareceu.




quarta-feira, 23 de julho de 2014

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If your ideas are bigger than the town you’re in, you’ve got to get out of there.
— 
Brian Fallon
© Wasted Rita



terça-feira, 22 de julho de 2014


pequena pausa para publicidade:




THINGS THAT MAKE ME REALLY PROUD




o meu trabalho "DER BLAUE REITER" seguiu ontem para Braga para integrar a próxima exposição da shair, a inaugurar no inicio de Agosto.

Enquanto isso, o mesmo está disponivel para leilão no site do projecto através do seguinte link:


show me some love.