terça-feira, 17 de junho de 2014

#365






#365/5

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© 2012


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You blink when you breathe and you breathe when you lie

You blink when you lie



Who's got it figured out

play straight







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cliché.

[boa noite]



dizem que vai chover amanhã.





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segunda-feira, 16 de junho de 2014

#365




#365/4

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#365




[throwback]

#365/4

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4h da madrugada.
Não há nada de sobrenatural aqui.
Mas há estes fantasmas. Há fantasmas aqui.
Uma obra de ficção mal contada
E estes vultos: a unica verdade.
Desgastados pelo tempo.
Cansados.
São só corpos vazios.
Sem razão nem sentido.
Alimentados por uma ilusão colectiva

Uma mentira.

Não há futuro.
Não há futuro.
Não há futuro aqui, foda-se.
Não há como ficar. Mas não há como partir.
Então andam, em círculos, dia após dia.

E quando der a fome?
E quando já nada valer a pena?
E quando o desespero for maior que o resto?

Não há nada de sobrenatural aqui.
Mas há estas almas a penar.

Não. Não há nada de sobrenatural aqui.

Mas há tanto pra temer..
Há tanto pra temer..


Há tanto pra temer..



domingo, 15 de junho de 2014

sábado, 14 de junho de 2014

#365




a minha mãe surpreende-me das formas mais incríveis.




#365/2

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

#365



Há um ensaio sobre o voltar.
Ter um plano. Estabelecer objectivos. Fazer uma lista. Desenhar um mapa.
Na angústia do caos e da catástrofe:
Onde estás? Quem és tu agora?

E ainda que nesse instante, eterno e interminável, sejas apenas e só um pedaço de vacuo,
o teu caminho começa aí.

Mais que uma obrigação: é um dever.




Havia um sol grande e vermelho a nascer do outro lado da janela do comboio, a lembrar-me:
"É outro dia."




#365/1

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#365






#365/0


quarta-feira, 11 de junho de 2014

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" It’s like being in love: giving somebody the power to hurt you and trusting (or hoping) they won’t. "

Marina Abramovic + Ulay, The Other: Rest Energy (1980)


terça-feira, 10 de junho de 2014

Ø



Há um vazio que cresce. E a cada segundo que passa, mais um segundo de silêncio. Como que preencher o vazio com mais vazio. Um buraco cheio de nada. Dizes 'amanhã'. Mas a unica coisa que eu sei sobre essa palavra é que é longe. Como aquela musica dos Rádio Macau. Um dia alguém me ensinou que não há tempo. Muito menos há tempo para se lhe fazer intervalos. O vazio não espera. Não pára de crescer. E ainda por cima não houve primavera. Que foi feito da estação das paixões? Já não vem. E mesmo que venha, já não chega a tempo. Há um buraco que fez um vazio que criou uma angustia  que deitou por terra o que uma corrente de ar levou num suspiro. E agora é só um vazio que cresce. Como que um vazio a preencher o vazio com mais vazio.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

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"No milimetro que nos separa cabem todos os abismos"

Carlos Drummond de Andrade




domingo, 13 de abril de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

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Tenho cinco rascunhos feitos, de textos que escrevi para ti ou sobre ti, e que nunca publiquei. Hoje, pelo dia que é podia aproveitar para mandar algum deles cá para fora.
Retratos que fiz de ti.
Apesar de alguns deles já terem uns quantos anos, continuam actualizados, aliás, receio que são daqueles que o hão de estar sempre.
Ver as redes sociais hoje desperta um sentimento que dificilmente conseguirei descrever, que poucos entendem, e que desculpem-me, só eu sinto. 
Poderia desejar-te um dia feliz da forma que escolheste sê-lo para ti.
Ainda assim a ironia e a contradição de congratular alguém por algo que esse alguém quis deixar de ser.
Fica o silêncio e esta coisa cá dentro que é só minha.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

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auto retrato visto de trás: umas costas tão largas que têm o tamanho de pelo menos quatro gerações.






sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

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foundraising and giveaway


um apelo simples. se não puderem ajudar directamente, partilhem.
o karma agradece, e eu também. muito.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

pequena pausa para publicidade






este é um post para apelar ao vosso espirito consumista. e visto que é natal apelo a esse espirito também. ah! e eles dizem que até sexta feira ninguém paga portes de envio.


RUN! FOREST! RUN!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

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pergunto: é a perspectiva tão somente uma forma de ver? ou é mais uma expressão oportunista?
é uma questão de 'perspectiva' pois.

eu digo-te o que eu acho:
um observador não é um visionário, ainda que um visionário seja necessariamente um exímio observador.
ainda assim um visionário é muitas vezes um oportunista.






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aquilo que tu viste, já me era inato antes de me aterrares no colo com os teus sonhos.
podes usar-me a teu bel prazer. podes estampar-te de genialidade e conceptualismo sobre o que apreendeste de mim.
não podes é querer roubá-lo de mim e depois vir passar-me a mão no pelo como se fosse perfeitamente natural. normal.
eu recuso-me a ser mais uma das tuas vitimas.

ganha vergonha na cara.



sábado, 14 de setembro de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

±



era um percurso já traçado. sinuoso. naquela manhã chuvosa, quando decidimos simplesmente ignorar tudo, e por tudo entenda-se TUDO, sabíamos que íamos fazer esse caminho. este. sabíamos onde estávamos. por onde começar. por onde ir. sabíamos aquele início. curiosamente a razão ainda que dissimulada, dizia-nos em voz alta, e lembrava-nos um ao outro aquele que mais obviamente seria o ponto de chegada. sabíamos bem. tão bem. era claro e evidente. e partimos. de mãos dadas, subimos colinas, trepámos rochedos, e sempre de mãos dadas, fomos mais ou menos destemidos, e sem olhar para trás. naquela manhã chuvosa, sabíamos que não havia volta a dar. não existe retorno. é uma ida sem volta. e damos por nós, no vértice mais alto, a arriscar tudo, a tremer de vertigens, sem saber segurar no outro, e olhamos para nós. estamos outra vez num abismo. e ninguém trouxe pára-quedas.