sábado, 14 de junho de 2014

#365




a minha mãe surpreende-me das formas mais incríveis.




#365/2

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

#365



Há um ensaio sobre o voltar.
Ter um plano. Estabelecer objectivos. Fazer uma lista. Desenhar um mapa.
Na angústia do caos e da catástrofe:
Onde estás? Quem és tu agora?

E ainda que nesse instante, eterno e interminável, sejas apenas e só um pedaço de vacuo,
o teu caminho começa aí.

Mais que uma obrigação: é um dever.




Havia um sol grande e vermelho a nascer do outro lado da janela do comboio, a lembrar-me:
"É outro dia."




#365/1

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#365






#365/0


quarta-feira, 11 de junho de 2014

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" It’s like being in love: giving somebody the power to hurt you and trusting (or hoping) they won’t. "

Marina Abramovic + Ulay, The Other: Rest Energy (1980)


terça-feira, 10 de junho de 2014

Ø



Há um vazio que cresce. E a cada segundo que passa, mais um segundo de silêncio. Como que preencher o vazio com mais vazio. Um buraco cheio de nada. Dizes 'amanhã'. Mas a unica coisa que eu sei sobre essa palavra é que é longe. Como aquela musica dos Rádio Macau. Um dia alguém me ensinou que não há tempo. Muito menos há tempo para se lhe fazer intervalos. O vazio não espera. Não pára de crescer. E ainda por cima não houve primavera. Que foi feito da estação das paixões? Já não vem. E mesmo que venha, já não chega a tempo. Há um buraco que fez um vazio que criou uma angustia  que deitou por terra o que uma corrente de ar levou num suspiro. E agora é só um vazio que cresce. Como que um vazio a preencher o vazio com mais vazio.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

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"No milimetro que nos separa cabem todos os abismos"

Carlos Drummond de Andrade




domingo, 13 de abril de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

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Tenho cinco rascunhos feitos, de textos que escrevi para ti ou sobre ti, e que nunca publiquei. Hoje, pelo dia que é podia aproveitar para mandar algum deles cá para fora.
Retratos que fiz de ti.
Apesar de alguns deles já terem uns quantos anos, continuam actualizados, aliás, receio que são daqueles que o hão de estar sempre.
Ver as redes sociais hoje desperta um sentimento que dificilmente conseguirei descrever, que poucos entendem, e que desculpem-me, só eu sinto. 
Poderia desejar-te um dia feliz da forma que escolheste sê-lo para ti.
Ainda assim a ironia e a contradição de congratular alguém por algo que esse alguém quis deixar de ser.
Fica o silêncio e esta coisa cá dentro que é só minha.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

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auto retrato visto de trás: umas costas tão largas que têm o tamanho de pelo menos quatro gerações.






sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

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foundraising and giveaway


um apelo simples. se não puderem ajudar directamente, partilhem.
o karma agradece, e eu também. muito.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

pequena pausa para publicidade






este é um post para apelar ao vosso espirito consumista. e visto que é natal apelo a esse espirito também. ah! e eles dizem que até sexta feira ninguém paga portes de envio.


RUN! FOREST! RUN!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

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pergunto: é a perspectiva tão somente uma forma de ver? ou é mais uma expressão oportunista?
é uma questão de 'perspectiva' pois.

eu digo-te o que eu acho:
um observador não é um visionário, ainda que um visionário seja necessariamente um exímio observador.
ainda assim um visionário é muitas vezes um oportunista.






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aquilo que tu viste, já me era inato antes de me aterrares no colo com os teus sonhos.
podes usar-me a teu bel prazer. podes estampar-te de genialidade e conceptualismo sobre o que apreendeste de mim.
não podes é querer roubá-lo de mim e depois vir passar-me a mão no pelo como se fosse perfeitamente natural. normal.
eu recuso-me a ser mais uma das tuas vitimas.

ganha vergonha na cara.



sábado, 14 de setembro de 2013

domingo, 4 de agosto de 2013

±



era um percurso já traçado. sinuoso. naquela manhã chuvosa, quando decidimos simplesmente ignorar tudo, e por tudo entenda-se TUDO, sabíamos que íamos fazer esse caminho. este. sabíamos onde estávamos. por onde começar. por onde ir. sabíamos aquele início. curiosamente a razão ainda que dissimulada, dizia-nos em voz alta, e lembrava-nos um ao outro aquele que mais obviamente seria o ponto de chegada. sabíamos bem. tão bem. era claro e evidente. e partimos. de mãos dadas, subimos colinas, trepámos rochedos, e sempre de mãos dadas, fomos mais ou menos destemidos, e sem olhar para trás. naquela manhã chuvosa, sabíamos que não havia volta a dar. não existe retorno. é uma ida sem volta. e damos por nós, no vértice mais alto, a arriscar tudo, a tremer de vertigens, sem saber segurar no outro, e olhamos para nós. estamos outra vez num abismo. e ninguém trouxe pára-quedas.


sábado, 6 de julho de 2013

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dizia aquele spot de rádio "palavras, leva-as o vento".
não chegam. vão e vêem conforme a corrente.
não sobrevivemos delas, porque se nos alimentam a alma mas são vazias de significado
mais tarde ou mais cedo vão acabar por nos deixar vazios também.
Não adiantam palavras se não temos acções.
Pior. Não adiantam palavras se temos acções opostas e contraditórias.

Aquele que um dia disse "quanto mais me bates mais eu gosto de ti", puta que o pariu.




segunda-feira, 1 de julho de 2013

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abrir.
abrir-me.

é assim que se faz o fogo, disse-te.

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

§






Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez em quando me saem monstros.





José Saramago






quarta-feira, 5 de junho de 2013

do Amor incondicional.



porque os mal entendidos que te cravam unhas nos pulmões e te atiçam ao podre da revolta, só conseguem no fundo semear a tristeza. e se no peito te abrem feridas, é da voz que abafas, porque é preciso mais do que riscar uma fita de cassete na cabeça. a razão está no lado de quem a procura e é no reflexo que se revela. se não projectares para fora de ti nunca saberás verdadeiramente o que é. nunca terás resposta. nunca aprenderás.
e digo ainda que o sangue que nos corre nas veias tem uma origem, mas diz que a naturalidade do percurso é não fazermos dos erros dos nossos antepassados os nossos erros. diz-me a vida que o orgulho sempre trouxe de manda dada o remorso.

[eu não sei onde tenha errado. não acho que tenha errado. não sinto que tenha errado.]

em todo o caminho que fiz, sempre tentei ser fiel ao que sinto e acredito.
nesse caminho, embora a minha maneira sempre te amei.
nesse amor, nesse caminho, nesses principios existe um padrão


não posso corrigir o que não entendo, e assim espero, enquanto a tristeza corrói, o mal entendido se instala e a esperança de que o orgulho se te desvaneça, oscila frágil e ténue, a fazer levantar o véu sobre a dor. ainda assim, mantenho na mesa de cabeceira o retrato de que, o que nos une, é incondicional. devias sabê-lo.






 photo galaxysoflove_zps03545367.jpg




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Casa.




©Javier Vallhonrat




Lar é onde não sabes quem sou. Onde me ensinas a chamar-te um nome ausente de significado.
Onde cultivas a dor, e pior, onde matas os teus.
Lar é onde destróis o sentido da palavra.
É aquele sítio de onde só não fogem aqueles que não podem.
Uma obra de ficção.