quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

adeus.



a verdade estará sempre acima de qualquer juízo. as causas e as consequências são apenas danos colaterais pela falta de entendimento da mesma. e se para ti falo, contra mim falo também. e ainda que não tenha respostas, que não saiba quando as virei a ter ou se as virei a ter, sei quando tenho que agir. a parte fria e cruel é que tenho que tomar decisões com base em suposições, até que a verdade se revele e me dê ou me tire razão. enquanto isso, faço o que tenho que fazer.
partir.



domingo, 30 de dezembro de 2012

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desengana-te. desilude-te. o egoísmo, o egocentrismo não são tamanho contra-senso como aparentam. se observares com atenção percebes que são a única defesa que me resta, são o que segura o barco. porque se a bomba rebenta deste lado, existirão danos irreversíveis. danos de proporções incalculáveis. o silêncio é o unico meio. o silêncio, a ausência, a abstinência, e todos esses elementos que me colocam nesse pedestal de presunção. mas é preciso fazer-se saber, que às vezes é preciso ser-se o vilão se isso for a única forma de atingir um bem maior. e nem por isso sou ou vivo mais feliz. não é porque as bombas não me rebentam nas mãos que tenho melhor qualidade de vida. como naqueles filmes de suspense em que vais acumulando tensão sem que te dêem ferramentas para a soltar.



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

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quem me conhece melhor, sabe que sempre tive um problema de expressão no que toca a emoções. é preciso saber desta minha condição para perceber o que escrevo neste post daqui em diante.

a minha mãe e a minha irmã choraram. eu não verto lagrimas a uns bons anos, e desta vez não foi excepção, mas não deixo de ficar com aquele nó na garganta, sobretudo enquanto lhes escrevia uma nota no verso da coisa mais simples mas mais sincera que lhes pude oferecer este natal.
tenho reflectido bastante nestes ultimos tempos e cheguei a uma simples conclusão de que a crise que vivemos não é de todo uma crise financeira, mas uma crise de valores. este natal foi o auge desta experiência, tenho para mim. e ainda que [eu] seja contraditório em tantas coisas, e que falhe [e falho muito!], tenho feito por cultivar aquilo que trago dentro de mim, aquilo que me faz querer continuar a viver. e perguntem-me o que é isso. perguntem-me. eu respondo sem hesitar: são as pessoas. as que amo e as que me amam.
estes ultimos doze meses, serviram em muito para me ensinar isso. valores.
não sei se fui bem sucedido, mas quero acreditar que ambas, a minha mãe e a minha irmã, perceberam o quanto reconheço o que fizeram por mim e que me deixa um nó na garganta cada vez que lembro cada uma das situações em que tiraram delas próprias para me poder dar a mim. tudo. porque deram tudo. sempre.
e o mesmo se aplica a tantos amigos a quem não pude dar também este gesto. mas dar-lhes-ei um abraço. a maior retribuição que posso dar é o amor que sinto por cada um.
 a maior prenda que recebi foi a expressão da minha mãe em lágrimas a olhar para mim depois de ler o que lhe escrevi.


um obrigado sincero. a todos.
com amor


Gonçalo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

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a cama é a mesma. sempre foi aquela. se te deitares no centro e abrires os braços, ficas com os cotovelos de fora. se esticares as pernas, ficas com os pés de fora. no entanto, e apesar do tamanho ser sempre o mesmo, há noites em que é maior. a maior cama do mundo.



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

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A geografia dos dias é uma espécie de carta que assinala o sentido dos ventos, em que no mapa do corpo nem oxigénio existe já nos pulmões. É uma espécie de bola de cristal que serve para mostrar não apenas o impossível, mas o inalcançável. Bofetada com as costas da mão, ainda que indolor.
A geografia dos dias.
Para que serve um calendário ou mesmo um relógio, que marca dias, horas, instantes todos iguais?

Para que queres um mapa de uma trajectória que não podes seguir?


domingo, 21 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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a letargia espetada no pulmão direito e o esquerdo a sangrar saudade. é uma premissa tão boa quanto outra qualquer.
é tempo de recomeçar. devagar. e é isto. um ensaio sobre voltar.


sábado, 6 de outubro de 2012

das coisas que tu não vês.



Partir não significa deixar e não tem que querer significar perder. Assim como o silêncio é uma faca de dois gumes, que tanto diz o que não quer dizer como não quer dizer o que diz. Há um mapa nas palavras, especialmente nas que tu não ouves. Mas elas estão escritas à tua frente, a dizer-te onde vou, onde estou. E não é dificil encontrares-me quando não me consegues [t]ver. Só precisas de saber-me ao invés de imaginar-me. E essa, é a parte onde o GPS falha. Nem eu te sei dar essas coordenadas. Mas acho que hoje tu já sabes. Eu não sou como os outros, mas sou igual a todos eles.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012



O Rei Leão sempre foi um dos meus filmes favoritos de sempre. Tive outrora uma cassete VHS que rodava o filme cerca de três vezes por fim de semana. carregado de simbologia e mensagens subliminares, uma metáfora do percurso, do karma e do destino, era um desafio para mim na altura, ler nas entrelinhas, e a medida que fui crescendo, perceber cada mensagem mais subliminar que outra. Ainda assim, levei anos a entender que há sempre um dia em que vais ter que voltar, ou perdes-te para sempre, e eu, eu nunca quis voltar. Sempre vi a hipótese como longínqua, mas estou cá. Vinha passar férias e fiquei. Agora vivo aqui, mas em estado latente, quase catárquico. Voltei mas continuo perdido. Terei voltado cedo de mais? Diz ele no filme "Lembra-te de quem és!" Terei eu saltado essa parte?




quinta-feira, 4 de outubro de 2012




há uma razão. há sempre uma razão. a questão é que a razão está sempre dependente do entendimento da mesma, e o entendimento por sua vez é uma variável demasiado instável. o que eu quero dizer, é que há uma lógica para além daquilo que conseguimos ver. existe, para mim, uma verdade acima daquela que [aparentemente] se conhece. mesmo para quem não acredita num qualquer deus, como eu.
porque negar um deus não é negar o divino.




terça-feira, 2 de outubro de 2012



é simples. sou um daqueles tipos que aos 30 voltou para casa dos pais. apesar da roupa lavada e da sopa da mamã, sou um tipo com necessidades, algumas das quais que a família não pode nem deve comportar.

depois de ter participado num evento onde expus quatro pinturas de tinta e fogo sobre ferro, obras estas com dimensões compreendidas entre os 250 x 125 cm, está na altura de as ir buscar. acontece que isso exige despesas, nomeadamente viagem.



a proposta é a seguinte:

 ofereço uma das pinturas a quem me financiar as despesas resgate das mesmas. e não é tão longe quanto isso.
Almeirim - Torres-Vedras - Almeirim.

é uma oportunidade unica.




terça-feira, 25 de setembro de 2012



Era uma vez, num tempo distante como ontem, uma casa encantada como o teu apartamento, e um príncipe e uma princesa como eu e tu. Não há dragões, nem monstros, não há vilões. Há e eu tu a ver o nascer de um dia de chuva pela janela ampla da sala, e a minha sina de que todos os contos de fadas acabam em tragédia. Alguns mesmo antes de começar.






sábado, 22 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012




que não voltes a (re)lembrar meu nome. para o bem e para o mal. que não voltes a menciona-lo ou proferi-lo. que não voltes. e ainda que relembrando alguém que dissertava um "cuidado com o que desejas", eu, de cabeça rescaldada, digo-te que é triste sentir que a raiva que me plantaste se sobreponha à magia de um sorriso que outrora te conheci. e se os abraços dizem em silêncio as palavras que não se proferem, a ausência deles não lhes fica atrás. no dia em que me for impossível viver ignorando, matar-te-ei dentro de mim com agua salgada, lagrimas e suor. fica o aviso. e no lugar do teu naufrágio nascerão flores que outrem irá colher, e ainda assim, não pronunciarás o meu nome, porque eu não to permito.




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©AColdZerø2011



quinta-feira, 13 de setembro de 2012





cada um há-de morrer no seu próprio veneno e eu não serei excepção, mas aquele, aquele lá em cima no qual eu não acredito,
diz que escreve direito por linhas tortas.
um brinde à falsidade!






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©AColdZero2011



domingo, 9 de setembro de 2012


por forma a celebrar a abertura da exposição UNfairy tales na galeria virtual White Walls On Black Cubes, deixo em primeira mão um conto um tanto diferente em jeito de pré-abertura.
aproveito para anunciar que estão disponíveis #10 exemplares do mesmo em formato livro+dvd pelo preço de 5€ cada + portes.

dúvidas e informações através de email.






because some good things still come in september.