quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

.


a cama é a mesma. sempre foi aquela. se te deitares no centro e abrires os braços, ficas com os cotovelos de fora. se esticares as pernas, ficas com os pés de fora. no entanto, e apesar do tamanho ser sempre o mesmo, há noites em que é maior. a maior cama do mundo.



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

.




A geografia dos dias é uma espécie de carta que assinala o sentido dos ventos, em que no mapa do corpo nem oxigénio existe já nos pulmões. É uma espécie de bola de cristal que serve para mostrar não apenas o impossível, mas o inalcançável. Bofetada com as costas da mão, ainda que indolor.
A geografia dos dias.
Para que serve um calendário ou mesmo um relógio, que marca dias, horas, instantes todos iguais?

Para que queres um mapa de uma trajectória que não podes seguir?


domingo, 21 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

.



a letargia espetada no pulmão direito e o esquerdo a sangrar saudade. é uma premissa tão boa quanto outra qualquer.
é tempo de recomeçar. devagar. e é isto. um ensaio sobre voltar.


sábado, 6 de outubro de 2012

das coisas que tu não vês.



Partir não significa deixar e não tem que querer significar perder. Assim como o silêncio é uma faca de dois gumes, que tanto diz o que não quer dizer como não quer dizer o que diz. Há um mapa nas palavras, especialmente nas que tu não ouves. Mas elas estão escritas à tua frente, a dizer-te onde vou, onde estou. E não é dificil encontrares-me quando não me consegues [t]ver. Só precisas de saber-me ao invés de imaginar-me. E essa, é a parte onde o GPS falha. Nem eu te sei dar essas coordenadas. Mas acho que hoje tu já sabes. Eu não sou como os outros, mas sou igual a todos eles.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012



O Rei Leão sempre foi um dos meus filmes favoritos de sempre. Tive outrora uma cassete VHS que rodava o filme cerca de três vezes por fim de semana. carregado de simbologia e mensagens subliminares, uma metáfora do percurso, do karma e do destino, era um desafio para mim na altura, ler nas entrelinhas, e a medida que fui crescendo, perceber cada mensagem mais subliminar que outra. Ainda assim, levei anos a entender que há sempre um dia em que vais ter que voltar, ou perdes-te para sempre, e eu, eu nunca quis voltar. Sempre vi a hipótese como longínqua, mas estou cá. Vinha passar férias e fiquei. Agora vivo aqui, mas em estado latente, quase catárquico. Voltei mas continuo perdido. Terei voltado cedo de mais? Diz ele no filme "Lembra-te de quem és!" Terei eu saltado essa parte?




quinta-feira, 4 de outubro de 2012




há uma razão. há sempre uma razão. a questão é que a razão está sempre dependente do entendimento da mesma, e o entendimento por sua vez é uma variável demasiado instável. o que eu quero dizer, é que há uma lógica para além daquilo que conseguimos ver. existe, para mim, uma verdade acima daquela que [aparentemente] se conhece. mesmo para quem não acredita num qualquer deus, como eu.
porque negar um deus não é negar o divino.




terça-feira, 2 de outubro de 2012



é simples. sou um daqueles tipos que aos 30 voltou para casa dos pais. apesar da roupa lavada e da sopa da mamã, sou um tipo com necessidades, algumas das quais que a família não pode nem deve comportar.

depois de ter participado num evento onde expus quatro pinturas de tinta e fogo sobre ferro, obras estas com dimensões compreendidas entre os 250 x 125 cm, está na altura de as ir buscar. acontece que isso exige despesas, nomeadamente viagem.



a proposta é a seguinte:

 ofereço uma das pinturas a quem me financiar as despesas resgate das mesmas. e não é tão longe quanto isso.
Almeirim - Torres-Vedras - Almeirim.

é uma oportunidade unica.




terça-feira, 25 de setembro de 2012



Era uma vez, num tempo distante como ontem, uma casa encantada como o teu apartamento, e um príncipe e uma princesa como eu e tu. Não há dragões, nem monstros, não há vilões. Há e eu tu a ver o nascer de um dia de chuva pela janela ampla da sala, e a minha sina de que todos os contos de fadas acabam em tragédia. Alguns mesmo antes de começar.






sábado, 22 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012




que não voltes a (re)lembrar meu nome. para o bem e para o mal. que não voltes a menciona-lo ou proferi-lo. que não voltes. e ainda que relembrando alguém que dissertava um "cuidado com o que desejas", eu, de cabeça rescaldada, digo-te que é triste sentir que a raiva que me plantaste se sobreponha à magia de um sorriso que outrora te conheci. e se os abraços dizem em silêncio as palavras que não se proferem, a ausência deles não lhes fica atrás. no dia em que me for impossível viver ignorando, matar-te-ei dentro de mim com agua salgada, lagrimas e suor. fica o aviso. e no lugar do teu naufrágio nascerão flores que outrem irá colher, e ainda assim, não pronunciarás o meu nome, porque eu não to permito.




Photobucket
©AColdZerø2011



quinta-feira, 13 de setembro de 2012





cada um há-de morrer no seu próprio veneno e eu não serei excepção, mas aquele, aquele lá em cima no qual eu não acredito,
diz que escreve direito por linhas tortas.
um brinde à falsidade!






Photobucket
©AColdZero2011



domingo, 9 de setembro de 2012


por forma a celebrar a abertura da exposição UNfairy tales na galeria virtual White Walls On Black Cubes, deixo em primeira mão um conto um tanto diferente em jeito de pré-abertura.
aproveito para anunciar que estão disponíveis #10 exemplares do mesmo em formato livro+dvd pelo preço de 5€ cada + portes.

dúvidas e informações através de email.






because some good things still come in september.



sábado, 8 de setembro de 2012



cheiras a morto. cheiras a morto porque morreste. quem deixa de ser, morreu, tenho para mim. como as vizinhas aqui em volta, que morreram nos 60 mas continuam a empiriquitar-se para ir a missa aos domingos. vestidas na sua melhor camisa de fim de semana e encharcadas em perfume do chinês. fachada. ja dizia o manel. fachada de uma coisa morta. uma morte ficcionada, mentida. mentira. mas morreste de verdade enquanto distraída te deixavas perecer nessa coisa em que te tornaste. ironia no seu explentor! naquele dia, quando passaste por mim na rua e te cumprimentei como habitualmente. e deixaste de receber flores como habitualmente, mas é compreensível. era a ti que elas se dirigiam mas era essa outra coisa que as recebia. e essa coisa não cultiva, e como tudo na vida, se não cultivas, não colhes. as pessoas também se cultivam, tenho para mim. ou deviam. senão morrem, e cheiram a morto, como tu.



©Graciela Iturbide

segunda-feira, 3 de setembro de 2012








sou o cliché dos clichés. que te afasta quando te quer.
encontra-me.
toca-me. serei teu.
ainda que só por uma noite.