quinta-feira, 15 de março de 2012


Serve a presente notificação para informar as demais pessoas da minha sensibilidade e gratidão
pelo apoio que me têm dado acerca do apelo que tenho feito via blog/fólio/redes-sociais.
Tem sido gratificante a troca de emails e a forma como vou vendo o meu apelo reconhecido, sensibilizado e partilhado,
e queria por isso deixar aqui um grande obrigado de forma mais publica e formal.
Num gesto instintivo, e comovido pela forma como um determinado post foi feito, deixei um comentário num blog
a incentivar as pessoas que me contactassem através do mesmo,
informando-as de que receberiam um presente extra junto com as suas encomendas.
Ainda que seja apenas um pequeno gesto, simpático e singelo, decidi torna-lo geral e,
como ainda não enviei por correio nenhuma das encomendas que me foram feitas, venho assim informar que
todas elas, sem excepção,
irão ser alvo deste gesto de bom karma.


Obrigado a todos sem excepção.


domingo, 11 de março de 2012

Existia na prateleira de cima um Atlas Universal da Linguagem que se diz escrito antes da Torre de Babel cair por terra. Encostei a mesinha á prateleira, fui buscar um banco e pu-lo em cima da mesinha, e depois, pus-me em bicos de pés em cima do banco, em cima da mesinha. Consegui a muito custo pegar neste pequeno tesouro e desci. Sentei-me no chão e folheei-o. Assim, sem me dar conta, passaram-se horas e horas, dias, semanas, tempos sem fim, em que não fiz outra coisa. Queria aprender os segredos da linguagem, aprender as palavras que traduzem este nó que se instala na garganta e me rouba a respiração. Queria aprender a dizer uma linguagem transcendente. Aprender a dizer este enxame de abelhas e vendaval. E li. Pus-me a ler sem fim. Aprendi a dizer 'maçã' e 'trincar', aprendi a dizer 'labirinto', 'esperar', 'agarrar', 'azul' ou 'cetim', aprendi inclusive a dizer 'meu' e 'teu' e 'palpitar' mas este nó permanece, e não há palavras que o 'digam', que o 'traduzam'. Os puristas rapidamente responderiam 'Poesia', mas, tempos sem fim, disse eu, a tentar aprender traduzir verbalmente uma coisa que não se traduz por palavras.














tocar-te os lábios.


segunda-feira, 5 de março de 2012

tenhábondadàlucidar




A Frºda-a-Berta está disponível desde Sábado no Maria Vai Com As Outras pelo simpático preço de 6€.
Estou a tentar coloca-la disponível noutros sítios, nomeadamente na capital.
Qualquer coisa entrem em contacto comigo, e lembro-vos que esta coisa de fanzine vem recheada de uns quantos exclusivos. Qualquer informação adicional, duvidas, reclamações, apoio ao consumidor, resoluções de ano novo ou dicas sobre como arruinar toda uma vida em apenas 1 simples passo, não hesitem e entrem em contacto comigo.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

isto é um convite.


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Esta exposição surge tendo como base a ideia de corpo enquanto casa. Lugar de habitação, de pessoas e da ausência delas, memórias, sentimentos e emoções, alegrias e amarguras, vazios. Um lugar cheio de potencial. De poderes e repressões. De marcas, sinais, cicatrizes, feridas ainda, hemorragias. Um corpo como uma casa, que é afinal...
... um (auto)retrato.
As feridas desinfectam-se com álcool, elemento volátil e inflamável. A minha mãe dizia-me em pequeno:
"o que arde, cura!"




A par da inauguração desta mostra, será feito o lançamento do terceiro volume da fanzine "Frºda-a-Berta"



Maria Vai Com As OutrasR. do Almada, 4434050-039 Porto Porto, Portugal
Sábado, 3 de Março de 2012, às 22h30

domingo, 12 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012



fui ao oráculo. deu-me um baralho e disse-me: tira uma carta.


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para bom entendedor...


terça-feira, 31 de janeiro de 2012


ainda não passaram 24h e aqui estou outra vez, desta feita com um spam mais ao meu género.
a StrictlyBass convidou-me, e eu aceitei o desafio: um podcast.
abri a gaveta e procurei. procurei-me. e resolvi fazer uma tracklist de mensagens subliminares, quer através do nome das musicas, quer daquilo que se ouve nelas. é uma paisagem sonora. uma viagem.
estão à vontade para partilhar as vossas emoções ou eventual ausência delas. estão à vontade para partilhar por aí. eu agradeço.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012



Nunca fui muito dado ao spam no blogger, excepto quando se trata de trabalho pessoal.
Hoje abro uma excepção.
Os meus irmãos de armas decidiram abrir o baú de tesourinhos e revelar finalmente ao mundo o trabalho que andam a desenvolver desde 2009. É uma bela viagem, que eu aconselho, mas eu sou suspeito.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Não é a primeira vez que publico isto. Como dizia a Samson: a repetição como forma de sedimentação.
É mais uma. Ali. No ultimo minuto. No ultimo fôlego mesmo antes de terminar.

The Broadway Project - London Broken Beat




Quem me conhece sabe que o elemento fulcral do meu trabalho e o elemento com que maioritariamente me relaciono é o 'Tempo'. A duração das coisas, a intensidade com que se nos atravessam o corpo ou a mente, o impacto que tem em nós e aquilo que nos provoca e nos transforma. O Tempo. É por isso que a minha ferramenta de trabalho é o fogo. Um acto performativo e aleatório em que soltamos um demónio ao chão e o observamos atentamente desenhar-nos a sua essência e influência, todo esse processo de tempo, em que o fogo reage sobre uma superfície e deixa aquela marca, como que uma cicatriz que revela a ferida que sentimos dentro do peito.
Na minha relação com o tempo, existe um outro processo, este de cariz mental, de associar imagens a peças sonoras. É inevitável para mim, como que se as imagens, ainda que estáticas, possuíssem uma ambiencia que se pode relacionar directamente com determinadas melodias, ou frases, refrões. Para mim as imagens nunca são objectos estáticos. Muito pelo contrário. São um arsenal de emoções que ocorrem na minha cabeça através daquilo que os meus olhos vêem. E essas emoções tendo uma duração, ora mais lenta, ora mais longa, são assim todo um ensaio a decorrer, carregado de acções, movimentos, sentimentos ou sons, que as traduzem e as definem da forma que melhor entendo.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Virar a página e mudar subtilmente de capítulo. Mais tarde ou mais cedo acontece, mas preciso sempre ganhar alguma vantagem sobre os meus demónios, sob o risco de, não o fazendo,  dar por mim assombrado de assalto por eles, assim inesperadamente. No terreno lamacento é sempre preciso olhar com atenção a ver onde pomos os pés, não vá uma pessoa escorregar e mergulhar de cabeça.
Algo que a vida me ensinou foi que o tempo dá lugar às coisas, põe-as no sitio, revela-lhes a razão. Disseram-me um dia: Quando o mundo inteiro está errado, e tu é que estás certo, desconfia!



Sam KDC - Dote (a tribute to nostalgia)


domingo, 22 de janeiro de 2012



é ali. no ultimo minuto. no fim da história.
amanhã conto outra.
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(a musica é do Sam KDC, a imagem é minha)
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domingo, 1 de janeiro de 2012