
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Five Rings
O Rui Chafes dizia que estas palavras são para ser ouvidas, e não lidas, contudo esta é a única partilha que me é permitida.
Apesar de tudo ainda trago a voz da Orla Barry a ecoar-me nos tímpanos.
I remember memory as if it were a memory.
I remember standing outside myself, outside the world.
I remember my brain continually obliterating the words to describe existence.
I remember thinking that thinking is a chameleon,
changing with the conditions that go on around thought.
I remember being too full to remember...
I remember recounting,
I remember, remembering without images,
I remember rehearsing memory through voice.
I remember speaking a poetic language.
A language that is removed from speach,
one that does not allow for communication
but for interpretation and reinterpretation.
I remember the colour of the air
and the sun burning through my clothes.
I remember the brain sunburn.
I remember looking for a place where I could extend my thoughts,
but they hung in the air around me.
I remember words leaving my mouth without me.
I remember someone with a fairground style enlightenment.
I remember them saying:
'What does a mirror look like when it is not working?'
I remember when presence started to lead to absence.
I remember overdose cities, where people really thought input always led to output.
I remember the cities stinking air, as warm and smelly as the air from a tire.
I remember not being allowed to take a joke to the point that it might have gotten funny.
I remember forgetting how to joke.
I remember the blankness.
I remember suspended meaning.
I rememberun-framing memory and every image I ever had collapsing into the dark.
I remember loosing the image of the recently departed.
I remember ringing the wrong doorbell and being cornered by the unknown.
I remember a permanent compression of energy.
I remember a dream that to get married you needed five rings.
I remember someone asking me: 'Can you do something you can not say?'
Orla Barry
domingo, 6 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Do baú.
O interior da minha boca é feito do que me envolve e tem sabor a ferro. Lá dentro está todo o universo dos meus desejos de mão dada com o que temo. Tenho pêlos nas nuvens do céu-da-boca e Outono com açúcar baunilhado debaixo da língua, enquanto me escorre água ferrugenta pela garganta.
Os meus dedos, árvores numa planície alentejana, inertes e solitários, sentem o pousar dos pássaros e imóveis aconchegam-lhes o ninho com inveja. São pesados, carregados pelas chuvas intensas de inverno. São madeira velha a apodrecer dia após dia ao relento. Ao acordar são os meus olhos, duas ostras perdidas num oceano de dúvidas e sal. São um fim de tarde quente de Agosto e ao anoitecer é o olfacto de uma cidade cosmopolita. O cheiro a alcatrão e suor, e humidade primaveril.
Em todo o tempo é o limite entre o silêncio e o ruído. É o meu silêncio por oposição ao ruído do movimento desse mundo que vive aqui ao lado. É o meu ruído existencial interior, que vive incessante e ansioso face ao silêncio do universo. Em todo o lado, a toda a hora, são esses extremos a confundir-se, e depois é o coração. Esse órgão de todos os sentidos que carrega consigo todas as estações do ano e todas as outras mais que só ele conhece. É todos os sentidos de antenas no ar, um coração com pêlos e todas as fases da lua. É o orvalho da manhã numa chapa queimada pelas marcas que lhe deram vida. É o frio e o quente, o vento e o silêncio, a cidade e o sabor a cappuccino com canela, de mãos dadas a deslumbrar constelações.
(não apontei a data em que escrevi isto.)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
a propósito das distâncias
“She was extending a hand that I didn’t know how to take, so I broke its fingers with my silence.”
| Jonathan Safran Foer |
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Já fazia algum tempo que não me lançava aos pratos no sentido de praticar e experimentar coisas novas. Nos últimos meses havia quase sempre aproveitado os apontamentos já guardados para as actuações que tive, vai daí que chegado à capital depois de uma curta estadia na terra do nunca, aproveitei o meu 'day off' para experimentar coisas novas. Peguei na pasta do Dubstep, e saiu isto.
São convidados a dar uma escuta. Tem umas coisas bonitas, outras nem tanto. Melodias, chouriços, bangers ou nem tanto, em duas horas há espaço para espectros que nunca mais acabam.
Podem ouvir em streaming no player aqui em baixo ou fazer o respectivo download para ouvirem confortávelmente em casa, no carro, no trabalho ou whatever aqui.
a tracklist completa e coiso está aqui.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Algures durante o meu percurso universitário, tive um professor que me falou de alguém que defendia que não registamos as coisas para nos lembrar-mos delas, mas para nos esquecermos. De vez em quando dou comigo a pensar nisto. É como copiar um ficheiro para o disco externo e pensar "pronto, agora está ali seguro. posso ir fazer outra coisa." e num grande numero de casos, nunca mais lá voltamos. Diz-se, e bem, que todas as regras têm excepção. não é assim com tudo e com toda a gente, mas se pensarmos acontece bem mais vezes do que imaginamos. E para aqueles que acham que isto é uma ideia terrivelmente má, eu agrada-me ainda mais, se pensarmos que o facto de nos libertarmos das coisas porque nos convencemos que existe um registo ao qual podemos voltar se nos apetecer, nos permite e nos dá espaço e abertura para tantas outras coisas mais. Se pensarmos, este registo ao invés de nos aproximar das coisas, liberta-nos delas. "estou tranquilo porque está ali registado.", e posso seguir em frente noutro caminho. Desprende-nos.
Apontar para esquecer.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Plato said..
Após algumas conversas com amigos e colegas sobre o excerto que tenho uns posts ali abaixo e da minha ideia de partir dele para fazer alguns estudos, descobri que o mesmo é d' "O Banquete" de Platão. Estou à espera que um outro colega mo empreste para ler e tirar mais algumas ideias. Já me disseram que os meus estudos não correspondem à ideia que o Platão transmite no texto. A isso eu friso: os meus estudos partiram unicamente daquela pequena frase.
Ficam aqui os primeiros exercícios.




©acoldzero (a.k.a. "O Incendiário")
Assinar:
Postagens (Atom)










