sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de novembro de 2011




"O Tarkowsky costumava dizer, acerca da obra de arte, que o artista pegava no seu medo, dava-lhe forma e chamava-lhe deus."

Rui Chafes



sábado, 29 de outubro de 2011






"Não te preocupes. Eu gosto do odor das pessoas quando acordam. Tenho gostos esquisitos, sim, mas não te assustes." - Disse ela. 
Inevitável, contudo. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o Império dos Sentidos.










terça-feira, 18 de outubro de 2011

Do baú.



O interior da minha boca é feito do que me envolve e tem sabor a ferro. Lá dentro está todo o universo dos meus desejos de mão dada com o que temo. Tenho pêlos nas nuvens do céu-da-boca e Outono com açúcar baunilhado debaixo da língua, enquanto me escorre água ferrugenta pela garganta.
Os meus dedos, árvores numa planície alentejana, inertes e solitários, sentem o pousar dos pássaros e imóveis aconchegam-lhes o ninho com inveja. São pesados, carregados pelas chuvas intensas de inverno. São madeira velha a apodrecer dia após dia ao relento. Ao acordar são os meus olhos, duas ostras perdidas num oceano de dúvidas e sal. São um fim de tarde quente de Agosto e ao anoitecer é o olfacto de uma cidade cosmopolita. O cheiro a alcatrão e suor, e humidade primaveril.
Em todo o tempo é o limite entre o silêncio e o ruído. É o meu silêncio por oposição ao ruído do movimento desse mundo que vive aqui ao lado. É o meu ruído existencial interior, que vive incessante e ansioso face ao silêncio do universo. Em todo o lado, a toda a hora, são esses extremos a confundir-se, e depois é o coração. Esse órgão de todos os sentidos que carrega consigo todas as estações do ano e todas as outras mais que só ele conhece. É todos os sentidos de antenas no ar, um coração com pêlos e todas as fases da lua. É o orvalho da manhã numa chapa queimada pelas marcas que lhe deram vida. É o frio e o quente, o vento e o silêncio, a cidade e o sabor a cappuccino com canela, de mãos dadas a deslumbrar constelações.


(não apontei a data em que escrevi isto.)


quarta-feira, 12 de outubro de 2011






52.
Amar Silencioso porque não há alternativa.No dia do Ruido o dia da Queda.
O meu Coração, afinal: um orgão!



Gonçalo M. Tavares in Investigações Novalis


terça-feira, 11 de outubro de 2011



dormir é apenas isto:
o instante em que na memória há um espelho
de palavras que se repetem
vem isto a propósito de sentir a insónia interrompida
o sono sobressai a tua ausência
mas tu entras sem avisar
como se assim garantisses
cada pedaço de não te ter
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©acoldzero


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

a propósito das distâncias




She was extending a hand that I didn’t know how to take, so I broke its fingers with my silence.
Jonathan Safran Foer



segunda-feira, 12 de setembro de 2011



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Já fazia algum tempo que não me lançava aos pratos no sentido de praticar e experimentar coisas novas.   Nos últimos meses havia quase sempre aproveitado os apontamentos já guardados para as actuações que tive, vai daí que chegado à capital depois de uma curta estadia na terra do nunca, aproveitei o meu 'day off' para experimentar coisas novas. Peguei na pasta do Dubstep, e saiu isto.
São convidados a dar uma escuta. Tem umas coisas bonitas, outras nem tanto. Melodias, chouriços, bangers ou nem tanto, em duas horas há espaço para espectros que nunca mais acabam.

Podem ouvir em streaming no player aqui em baixo ou fazer o respectivo download para ouvirem confortávelmente em casa, no carro, no trabalho ou whatever aqui.


a tracklist completa e coiso está aqui.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011




Algures durante o meu percurso universitário, tive um professor que me falou de alguém que defendia que não registamos as coisas para nos lembrar-mos delas, mas para nos esquecermos. De vez em quando dou comigo a pensar nisto. É como copiar um ficheiro para o disco externo e pensar "pronto, agora está ali seguro. posso ir fazer outra coisa." e num grande numero de casos, nunca mais lá voltamos. Diz-se, e bem, que todas as regras têm excepção. não é assim com tudo e com toda a gente, mas se pensarmos acontece bem mais vezes do que imaginamos. E para aqueles que acham que isto é uma ideia terrivelmente má, eu agrada-me ainda mais, se pensarmos que o facto de nos libertarmos das coisas porque nos convencemos que existe um registo ao qual podemos voltar se nos apetecer, nos permite e nos dá espaço e abertura para tantas outras coisas mais. Se pensarmos, este registo ao invés de nos aproximar das coisas, liberta-nos delas. "estou tranquilo porque está ali registado.", e posso seguir em frente noutro caminho. Desprende-nos.

Apontar para esquecer.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Plato said..



Após algumas conversas com amigos e colegas sobre o excerto que tenho uns posts ali abaixo e da minha ideia de partir dele para fazer alguns estudos, descobri que o mesmo é d' "O Banquete" de Platão. Estou à espera que um outro colega mo empreste para ler e tirar mais algumas ideias. Já me disseram que os meus estudos não correspondem à ideia que o Platão transmite no texto. A isso eu friso: os meus estudos partiram unicamente daquela pequena frase.


Ficam aqui os primeiros exercícios.



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©acoldzero (a.k.a. "O Incendiário")


terça-feira, 16 de agosto de 2011



"according to greek mythology, humans were originally created with 4 arms, 4 legs and a head with two faces. fearing their power, zeus split them into two separate parts, condemning them to spend their lives in search of their other halves."

(somewhere on tumblr.)

(vou fazer umas ilustrações baseadas nisto.)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

song to say goodbye.


Apesar de ser um fã do Alta Fidelidade, nunca fui propriamente de listas e tabelas. Nunca foi a minha cena. Sei o que é que me bate, o que é que está relacionado com o quê e com quem e essas coisas, mas nunca me passou pela cabeça escarrapacha-lo no papel, ou onde quer que fosse. Pensar, "ah e tal de zero a dez quanto é que..". Epá não. Mas gosto da perspectiva de como o John Cusack o faz. Se calhar quando chegar àquela fase da vida, às tantas vou dar por mim a fazer o mesmo, quiçá. Eu sou mais um tipo de impulsos, de agora ou nunca. Sei que naquele momento me apetece ouvir aquela, me apetece ir ali, me apetece fazer o que for. É ali, no momento, em que realmente sentes aquela vontade. Quase como que uma tesão espontânea.
Isto do impulso muitas vezes levanta outras questões. Não sei ao certo o que eu quero (e daí a conclusão do manel "e é por isso que eu procuro!"), contudo, na maior parte das vezes sei o que eu não quero. Neste momento sei que não quero, nem nunca quis ser um plano B muito menos uma bóia de salvação, e se me perguntassem, até saberia dizer quereres concretos, e objectivos. Até não eram poucos. Apesar de tudo isso, continua a ser um problema, o impulso, porque não sabes exactamente para onde vais (mas sabes para onde queres ir pelo menos.. (?)) nem para onde caminhas (idem aspas..), mas como diria uma frase que li algures: não importa que não saibas para onde caminhas, sempre vais chegar onde te esperam. (era qualquer coisa assim. se alguem identificar a frase original e a quiser deixar na caixa de comentários agradeço). E é simples, afinal de tudo: não é de mim que estás à espera. É só isso.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Computer Says "NO"





A ideia seria colocar a playlist chamada "nó na garganta" a tocar, mas ao invés de colocar as musicas em fila indiana ou em modo shuffle, era colocá-las em modo sobreposição e tocarem todas em repeat ao mesmo tempo. Tal não é possivel, contudo e ainda assim, aposto que não seria tão forte quanto este silêncio.






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(unknown)


sábado, 6 de agosto de 2011

Coisas que aprendi hoje.






Plant your own garden and decorate your own soul, instead of waiting for someone to bring you flowers.”                          

Veronica A. Shoffstall                                   





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quarta-feira, 3 de agosto de 2011



Send me the pillow, the one that you dream on, and I will send you mine.

Morrissey