segunda-feira, 12 de setembro de 2011



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Já fazia algum tempo que não me lançava aos pratos no sentido de praticar e experimentar coisas novas.   Nos últimos meses havia quase sempre aproveitado os apontamentos já guardados para as actuações que tive, vai daí que chegado à capital depois de uma curta estadia na terra do nunca, aproveitei o meu 'day off' para experimentar coisas novas. Peguei na pasta do Dubstep, e saiu isto.
São convidados a dar uma escuta. Tem umas coisas bonitas, outras nem tanto. Melodias, chouriços, bangers ou nem tanto, em duas horas há espaço para espectros que nunca mais acabam.

Podem ouvir em streaming no player aqui em baixo ou fazer o respectivo download para ouvirem confortávelmente em casa, no carro, no trabalho ou whatever aqui.


a tracklist completa e coiso está aqui.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011




Algures durante o meu percurso universitário, tive um professor que me falou de alguém que defendia que não registamos as coisas para nos lembrar-mos delas, mas para nos esquecermos. De vez em quando dou comigo a pensar nisto. É como copiar um ficheiro para o disco externo e pensar "pronto, agora está ali seguro. posso ir fazer outra coisa." e num grande numero de casos, nunca mais lá voltamos. Diz-se, e bem, que todas as regras têm excepção. não é assim com tudo e com toda a gente, mas se pensarmos acontece bem mais vezes do que imaginamos. E para aqueles que acham que isto é uma ideia terrivelmente má, eu agrada-me ainda mais, se pensarmos que o facto de nos libertarmos das coisas porque nos convencemos que existe um registo ao qual podemos voltar se nos apetecer, nos permite e nos dá espaço e abertura para tantas outras coisas mais. Se pensarmos, este registo ao invés de nos aproximar das coisas, liberta-nos delas. "estou tranquilo porque está ali registado.", e posso seguir em frente noutro caminho. Desprende-nos.

Apontar para esquecer.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Plato said..



Após algumas conversas com amigos e colegas sobre o excerto que tenho uns posts ali abaixo e da minha ideia de partir dele para fazer alguns estudos, descobri que o mesmo é d' "O Banquete" de Platão. Estou à espera que um outro colega mo empreste para ler e tirar mais algumas ideias. Já me disseram que os meus estudos não correspondem à ideia que o Platão transmite no texto. A isso eu friso: os meus estudos partiram unicamente daquela pequena frase.


Ficam aqui os primeiros exercícios.



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©acoldzero (a.k.a. "O Incendiário")


terça-feira, 16 de agosto de 2011



"according to greek mythology, humans were originally created with 4 arms, 4 legs and a head with two faces. fearing their power, zeus split them into two separate parts, condemning them to spend their lives in search of their other halves."

(somewhere on tumblr.)

(vou fazer umas ilustrações baseadas nisto.)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

song to say goodbye.


Apesar de ser um fã do Alta Fidelidade, nunca fui propriamente de listas e tabelas. Nunca foi a minha cena. Sei o que é que me bate, o que é que está relacionado com o quê e com quem e essas coisas, mas nunca me passou pela cabeça escarrapacha-lo no papel, ou onde quer que fosse. Pensar, "ah e tal de zero a dez quanto é que..". Epá não. Mas gosto da perspectiva de como o John Cusack o faz. Se calhar quando chegar àquela fase da vida, às tantas vou dar por mim a fazer o mesmo, quiçá. Eu sou mais um tipo de impulsos, de agora ou nunca. Sei que naquele momento me apetece ouvir aquela, me apetece ir ali, me apetece fazer o que for. É ali, no momento, em que realmente sentes aquela vontade. Quase como que uma tesão espontânea.
Isto do impulso muitas vezes levanta outras questões. Não sei ao certo o que eu quero (e daí a conclusão do manel "e é por isso que eu procuro!"), contudo, na maior parte das vezes sei o que eu não quero. Neste momento sei que não quero, nem nunca quis ser um plano B muito menos uma bóia de salvação, e se me perguntassem, até saberia dizer quereres concretos, e objectivos. Até não eram poucos. Apesar de tudo isso, continua a ser um problema, o impulso, porque não sabes exactamente para onde vais (mas sabes para onde queres ir pelo menos.. (?)) nem para onde caminhas (idem aspas..), mas como diria uma frase que li algures: não importa que não saibas para onde caminhas, sempre vais chegar onde te esperam. (era qualquer coisa assim. se alguem identificar a frase original e a quiser deixar na caixa de comentários agradeço). E é simples, afinal de tudo: não é de mim que estás à espera. É só isso.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Computer Says "NO"





A ideia seria colocar a playlist chamada "nó na garganta" a tocar, mas ao invés de colocar as musicas em fila indiana ou em modo shuffle, era colocá-las em modo sobreposição e tocarem todas em repeat ao mesmo tempo. Tal não é possivel, contudo e ainda assim, aposto que não seria tão forte quanto este silêncio.






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(unknown)


sábado, 6 de agosto de 2011

Coisas que aprendi hoje.






Plant your own garden and decorate your own soul, instead of waiting for someone to bring you flowers.”                          

Veronica A. Shoffstall                                   





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quarta-feira, 3 de agosto de 2011



Send me the pillow, the one that you dream on, and I will send you mine.

Morrissey                                                              

terça-feira, 26 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Para muita gente é pindérico, mas toda a gente tem defeitos. Eu acho que até tenho um gosto musical requintado, mas lá pelo meio, há espaço para a Toxic da Britney Spears e umas quantas musicas do Leonel Nunes. Cada coisa tem o seu momento próprio e eu consegui arranjar espaço para estas criaturas no meu espectro musical. Para além disso assumo aqui publicamente que sou fã do inicio de carreira dos The Gift. Gosto da voz dela, embora já tenha falado com essa criaturinha pessoalmente e ter descoberto que é uma nojentinha cheia de mania, aparte disso, continuo a gostar imenso da sonoridade daqueles dois albuns. Ainda me lembro de os ter descoberto, algures em 1998, num posto de escuta de uma dessas multinacionais.. Não tinham nada de pop nem de comercial. Aquele primeiro album marcou uma fase da minha vida e está directamente relacionado com alguém que conheci naquela altura. Porque é que falo disto aqui? Porque entrei na Fnac esta semana e descobri precisamente estes dois albuns deles, a preço da chuva, precisamente porque as capas dos respectivos devem ter apanhado alguma. Não resisti e trouxe-os para casa. Umas capas amachucadas mas dois LP's duplos a rodar na perfeição.


(Épico.)




Como sou um tipo pseudo-intelectual (de categoria B), no mesmo dia andei a passear-me até à caixa da Fnac com os dois LP's de The Gift e o De Profundis do Oscar Wilde.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Jogos em Cadeia

Para quem não sabe, eu e a Betadine partilhamos um T3 catita na zona de S. Bento. Apesar disso, não partilhamos da habitual comunhão de uma casa por razões que não são para aqui chamadas. A prova disto é que em vez de me perguntar "olha lá, o que é que andas a ler?", me manda mensagens subliminares pelo blog dela. Como eu sou um tipo fixe, aqui fica a minha resposta.

Assim, de pijama e depois de já ter tomado o anti-psicótico, aqui vai sem pensar muito:




1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Sem dúvida. Há coisas que revisito de tempos a tempos. Os mais frequentes são o Calvin & Hobbes, que para alguns não passa de livros com bonecos, para mim são verdadeiras lições de vida. Outro frequente, ao qual já lhe perdi a conta as vezes que o li é a "Loucura" do Mário de Sá Carneiro. Sou tão eu que até assusta. É óptimo para aquelas alturas em que me esqueço de quem sou, ao que ando e ao que vou.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Acho que sim mas foi algures na adolescência. Era tão entediante que já não me lembro ao certo qual foi... Outro foi um do Mia Couto à coisa de uns meses. Fiquei no primeiro capítulo.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?

Pergunta difícil. Ler o mesmo livro assim a modos que até morrer assusta um bocado. Tinha que ser um assim grandinho, talvez de contos. De forma a que pudesse ir alternando. Mas não me ocorre nenhum. Se tiverem alguma sugestão partilhem. Sinceramente não me ocorre nenhum dos que tenho na prateleira. 

4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

Upa upa!!! Prometo que no Natal faço uma lista. Assim podem oferecer-mos todos de uma vez. ; )

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?

A Loucura do M. Sá Carneiro! Também partilho da Betânia em relação a'O Perfume.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Lembro-me de ainda não saber ler e de a minha irmã me sentar ao colo dela e ler para mim. Lembro-me de em muitas fases da minha vida a minha irmã escolher livros para eu ler. Falava a experiencia de alguém mais velho a tentar puxar por mim. Deu imenso jeito. Li de tudo um pouco, d'Os Cinco, a'O Clube das Chaves, O Principezinho, BD. Quando era puto ía para a biblioteca lá da terrinha e devorava colecções de Lucky Luke, Asterix, e outras coisas do género. Também li a Lua de Joana, li uns quantos do Paulo Coelho (que por incrivel que pareça, em determinada fase da vida de uma pessoa, os recomendo vivamente!!!) mas nunca li Os Filhos da Droga.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Quando são chatos, há uma altura em que os abandono...

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

ui... como já deu para reparar a "Loucura" é tipo "O" livro. O teatro completo da Sarah Kane vem a seguir. Depois na minha top list existem coisas como o Ensaio Sobre a Cegueira do Saramago, O Retrato de Dorian Gray do Wilde, os escritos do Rui Chafes, A Casa, A Escuridão e O Antidoto, ambos do José Luís Peixoto, As Cidades Invisiveis do Calvino, a colecção do Bairro do Gonçalo M. Tavares (o Sr. Henry é mega!!), ou comédias como O Hotel Lusitano do Rui Zink, Os Meus Problemas do MEC ou A Morte De Bunny Munro do Nick Cave. Tou a esquecer-me de montes deles, mas ficam aqui estes a guardar lugar...

9. Que livro estás a ler neste momento? 

neste momento estou em standby.. à procura do livro certo para o momento. também se aceitam sujestões e/ou empréstimos.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:

coisa dificil.
aqui vai:

flor-de-laranja; indigente andrajoso; SS; Fundo Garrafa; lebre do arrozal; sacana, T, e todos os outros que sentirem vontade de partilhar gostos e ideias.


quinta-feira, 23 de junho de 2011







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©Scott H Young







É difícil adormeceres entre o cio da tua gata e o abismo da tua própria existência. Passam já das três da manhã e a cada miar mais profundo, ouves a voz - "Vou deixar de existir! Vou deixar de existir!". A noite é uma espiral que te leva para baixo. É fácil perderes-te entre os lençóis quando não tens quem te limpe o suor. Os pulmões ásperos e a garganta seca. O infinito na cabeça, uma gosma que não te deixa dormir e a tua gata mia à tua porta como se cá dentro estivesse a cura. Mas cá dentro só vive a doença. A tua. A cada miar ouves a tua voz apagar-se e a tua cabeça a dar outra volta e mais outra.
Afogas a cabeça na almofada e deixas-te desfalecer. A unica solução é perder. Quando nasceste não te deram alternativa. Não importa as armas que tenhas. A tua gata há de adormecer pela manhã. Nessa altura vais tomar um chá de limão com mel e pensar que tudo não foi mais que um delírio. Se não morreres do mal morres da cura. Mas dela não escapas.


domingo, 19 de junho de 2011