quarta-feira, 27 de outubro de 2010

self-portrait

zero
©acoldzero♫ The Smashing Pumpkins - Zero



emptiness is loneliness, and lonliness is cleanliness and cleanliness is godliness, and god is empty just like me


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

causa-consequência




Ovais perfeitas e riscadas a tinta da china sobre o metal venenoso da tua pele demarcam as l
inhas trémulas, escorridas a diluente celuloso, aquecidas pelo fogo de um sabor que não sinto, o teu, e por entre as manchas vermelho escarlate vejo-me fugir tal como 21-10-2010 14:29 em regime de auto-consciência e dizer numa voz interior "Encontra-te a ti primeiro". O tempo abriu o mais negro dos buracos naqueles que se definem como pontos cardeais, ou pilares de sustentação, e sobre um azul rasgado plantou a incerteza, que, regada a todo o tempo com o perfume dos dias, cresceu e tomou como seu todo o habitat envolvente, até preencher todo o espaço de si mesma. Até de si ficar vazia.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010







A promotora Syndicate Productions fez-me o convite para gravar um set [mixtape], a ser divulgado nos seus podcasts mensais. O set incide sobre as sonoridades ambientais e minimais do Drum and Bass e do Dubstep e será também divulgado na Radio Universidade do Algarve onde irá passar na integra numa das suas emissões semanais ao longo do próximo mês. Não sendo este o meu set de apresentação, é o primeiro que gravo em formato analógico [dois gira discos e uma mesa de mistura] e talvez o mais bem preparado que fiz até hoje e que serve como mote de apresentação mais formal e cuidada procurando mostrar uma aproximação deste género musical ao Downtempo e ao Trip-Hop através dessa tal vertente mais ambiental e minimal.
Convido-vos então a dar uma escuta neste trabalho que preparei e que a partir de hoje e durante o próximo mês estará então no ar. remeto também a tracklist abaixo para aqueles que quiserem seguir mais minuciosamente. Qualquer feedback, opinião e/ou sugestão é benvindo e pode ser deixado na caixa de comentários. O download pode ser feito clicando no botão com a seta para baixo, do lado direito da faixa de audio.
Tocado com dois gira-discos e uma mesa de mistura
Traktor Scratch+Control Vinyl
Todas as musicas são legais


quarta-feira, 8 de setembro de 2010



É Lisboa de madrugada e chove arduamente sobre os ninhos de cegonha que povoam a cidade suspensa sobre as cabeças transeuntes. 
O relógio marca a hora fatídica como um adeus marcado pelo tempo. 
Não existem muitas diferenças entre as chuvas de Abril e as de Setembro.

Photobucket
©acoldzero



sábado, 28 de agosto de 2010



para não te perderes pensas 
em deixar marcas pelo caminho 
guiar-te pelo barulho dos carros 

todos os dias fazes a mala 
e improvisas mapas com o lápis 

viagens para o muito longe 

mas continuas sentada na sala 
e os únicos caminhos são 
rastos de migalhas e lágrimas 

é à sua sombra que vais continuar 
a usar o lápis vermelho 

e as árvores lá fora são apenas 
pontos sem nome marcados 
a verde no mapa 



Maria Sousa







Photobucket


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

interludio

Um mês depois das ultimas palavras proferidas, o silêncio mantem-se. Com ele todos os bens e males que em si carrega e consigo a mesma direcção tomada. Ficam acordes. Notas. Tons. Tonalidades. Na ausência de mim fica a intenção. Não é boa nem má, e delas tá o inferno cheio, assim como a minha vida. Serve a presente nota apenas para dizer que ainda respiro.



© Explosions In The Sky - First Breath After A Coma ( do album "The Earth Is Not A Cold Dead Place" )

quarta-feira, 16 de junho de 2010

sobre a cama de ferro que chia




Pousados e algo frágeis, cantam orquestras atonais de sinfonias grotescas. Caminham suavemente, um atrás do outro. Primeiro ela, depois ele. Ele solta onomatopeias roucas como que num ritual de encantamento e precedendo um movimento meticuloso de aninhamento no seu ombro, ele dança sublime sobre si próprio, fascinante. E onde outrora pueril, habitava o sabor de si sobre um monte de feno enrolado no prado, agora vem o cheiro a sabão da roupa lavada a secar no estendal, ao vento. Canta sobe um fundo mareado. Marmoreado. Marcado pelo ritmo ondulante do alcatrão que desce até à praia deserta e rochosa. Ele não sabe dela amanhã. Sabem a sinfonia dos pássaros que voam para lá do horizonte, que se escondem atrás do mar, entre o odor a pinho e o sal na pele. E isso basta. Cantam juntos uma canção que nem eles sabem. Que não sabem traduzir ou escrever. São.