segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

saldo

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©acoldzero


A TMN disse-me que se carregasse hoje o telemovel com 15€ teria chamadas grátis para todos os 96 durante as 24horas seguintes ao carregamento. Coincidência ou não foi o dia limite para fazer carregamento obrigatório ou ficaria sem poder fazer chamadas e perdia o direito às mensagens grátis. O que é facto é que posso estar 24 horas (agora já são menos) ao telefone contigo e apesar de teres a mais doce das vozes, não te quero ouvir assim como não tenho nada para dizer. O que é facto é que, se te ligar, vais querer tentar perceber, ouvir explicações, tentar entender, vais querer fazer reviver tudo, e eu não quero mais. Prefiro o vazio a ter que passar por tudo outra vez. Sendo que não faz sentido ligar-te e estar 24horas contigo ao telefone para ouvirmos o silêncio um do outro (ou se calhar faz, mas não sei se é muito saudável), vou resignar-me a ficar com o telemovel ao meu lado e tentar descobrir uma razão para ligar a alguém.



Se quiseres falar-me ou ouvir-me, como se não nos tivéssemos ferido como metralhadoras. Simplesmente como se só existisse o agora e o antes fosse um passado longinquo que está arrumado num qualquer baú num sotão empoeirado de uma quinta abandonada na década de 50, eu reconsidero, porque estás aqui. Mesmo depois do que destróis de mim.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

vou andar por aqui..



Realização e Montagem: João Manso
Imagem e Direcção de Fotografia: Armanda Claro
Ilustração: Gonçalo Martins
Áudio: Zé Pedro Alfaiate



terça-feira, 12 de janeiro de 2010








poema







cheguei ao trabalho hoje de manhã e encontrei isto perdido. escrito por alguém e deixado lá no posto. (propositadamente, ou não. nunca saberei).
Podia ser para ti. mas não é. não fui eu que o escrevi e tão depressa não quero dedicar-te nada, apenas este milimetro que nos separa onde cabem todos os abismos. talvez um dia. talvez não.




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©acoldzero


domingo, 3 de janeiro de 2010

é só mais um começo





©Matthieu Lavanchy




Vamos levando até quando for desejo do desejo
Vai dizendo hoje eu vejo que amanhã é a maior mentira
Eu não sei o que eu quero e é por isso que eu procuro.

domingo, 27 de dezembro de 2009

era neste quarto. estávamos deitados sobre a cama, tapados com os lençóis de flanela estampados que a minha me mandou e mais umas quantas mantas e aquele edredon foleiro (tanto ou mais que os lençóis). eu aquecia-te os pés entre abraços. o som de fundo era aquilo entre o silêncio e o respirar. sem tempo nem razão. adormecer e acordar. ficar. podiamos trocar aqueles quadradinhos de chocolate entre beijos. sentir o teu cheiro misturado com a almofada e mexer-te no cabelo. ouvir-te mastigar. sentir-te beijar. desejar.





©Nicholas and Sheila Pye

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

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Sabes a veneno doce. Como um xarope de criança misturado com lixivia.

Mas ao invés dela sujas a alma. Sujas-me alma.

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lava-me a alma
©acoldzero

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

na ultima vez que amei foi assim...



pretty hate machine by earphobia

pretty hate machine by earphobia



pretty hate machine by earphobia

©acoldzero (a partir do trabalho "Pretty Hate Machine" de earphobia)

domingo, 15 de novembro de 2009

"Como eram ambos jovens e se moviam ainda às cegas nas
franjas dos seus próprios desejos, a dança que faziam juntos não
era uma dança em que tomavam posse um do outro, mas uma
espécie de minuete, cujo objectivo consistia não em apropriar-se,
não em agarrar, não em tocar, mas em permitir que o máximo de
espaço e distância fluísse entre eles. Mover-se em sintonia, sem
colisões, sem se fundirem. Descrever circulos, fazer vénias em
sinal de devoção, rir dos mesmos absurdos, troçar dos seus próprios
movimentos, lançar sobre as paredes sombras gémeas que nunca
se tornariam uma só. Dançar em redor desse perigo: o perigo de
se tornarem um só! Dançar confinando-se cada um ao seu próprio
caminho. Permitir o paralelismo, mas sem que um se perdesse
dentro do outro. Brincar ao casamento, a par e passo, ler o mesmo
livro juntos, dançar uma dança de evasão na orla do desejo, per-
manecer dentro de círculos de luz sublimada, sem tocar no âma-
go que deitaria fogo ao circulo.
_____Uma hábil dança de não-posse."



Anaïs Nin - Os Filhos do Albatroz


Fred Muram
©Fred Muram

queria homenagear as ultimas 48 horas colocando um post com musica dos Last Days, mas não encontro nada deles online. gostava que soubesses a força que me carrega o interior. depois de os ouvires podes chamar-me masoquista. é verdade.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

no silêncio que antecede a tua voz, eu fico parado
diante da beleza.

se esticasse o braço, tocaria o teu corpo de menina.

mas eu nunca poderia tocar a tua beleza. entre mim e
a tua beleza existe a distância impossível que divide
a morte da vida.




José Luis Peixoto. A Casa A Escuridão
acoldzero
©acoldzero



segunda-feira, 2 de novembro de 2009





Conrad Roset
©Conrad Roset



Desculpa. Perdi-me. De mim. De ti. Do Mundo. Da lógica e da razão bem como do que sinto. Foi verdadeiro mas de certa forma escusado. Injusto também. Fizeste-me muito mal em muitas circunstâncias, mas há uma parte que continuo a querer abraçar todos os dias. Oxalá eu conseguisse racionalizar e separar as coisas.. Talvez porque nunca tenhamos acabado a bem. Com justa causa.. Talvez tanta coisa. Não sei. Achas que as coisas
podem um dia ficar bem? O que quer que 'bem' signifique..

¶.




Father
©acoldzero


Parabens Pai

quinta-feira, 29 de outubro de 2009