quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
vou andar por aqui..
Imagem e Direcção de Fotografia: Armanda Claro
Ilustração: Gonçalo Martins
Áudio: Zé Pedro Alfaiate
terça-feira, 12 de janeiro de 2010

cheguei ao trabalho hoje de manhã e encontrei isto perdido. escrito por alguém e deixado lá no posto. (propositadamente, ou não. nunca saberei).
Podia ser para ti. mas não é. não fui eu que o escrevi e tão depressa não quero dedicar-te nada, apenas este milimetro que nos separa onde cabem todos os abismos. talvez um dia. talvez não.
Podia ser para ti. mas não é. não fui eu que o escrevi e tão depressa não quero dedicar-te nada, apenas este milimetro que nos separa onde cabem todos os abismos. talvez um dia. talvez não.
domingo, 3 de janeiro de 2010
é só mais um começo

©Matthieu Lavanchy
Vamos levando até quando for desejo do desejo
Vai dizendo hoje eu vejo que amanhã é a maior mentira
Eu não sei o que eu quero e é por isso que eu procuro.
Vai dizendo hoje eu vejo que amanhã é a maior mentira
Eu não sei o que eu quero e é por isso que eu procuro.
domingo, 27 de dezembro de 2009
era neste quarto. estávamos deitados sobre a cama, tapados com os lençóis de flanela estampados que a minha me mandou e mais umas quantas mantas e aquele edredon foleiro (tanto ou mais que os lençóis). eu aquecia-te os pés entre abraços. o som de fundo era aquilo entre o silêncio e o respirar. sem tempo nem razão. adormecer e acordar. ficar. podiamos trocar aqueles quadradinhos de chocolate entre beijos. sentir o teu cheiro misturado com a almofada e mexer-te no cabelo. ouvir-te mastigar. sentir-te beijar. desejar.

©Nicholas and Sheila Pye
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
"Como eram ambos jovens e se moviam ainda às cegas nas
franjas dos seus próprios desejos, a dança que faziam juntos não
era uma dança em que tomavam posse um do outro, mas uma
espécie de minuete, cujo objectivo consistia não em apropriar-se,
não em agarrar, não em tocar, mas em permitir que o máximo de
espaço e distância fluísse entre eles. Mover-se em sintonia, sem
colisões, sem se fundirem. Descrever circulos, fazer vénias em
sinal de devoção, rir dos mesmos absurdos, troçar dos seus próprios
movimentos, lançar sobre as paredes sombras gémeas que nunca
se tornariam uma só. Dançar em redor desse perigo: o perigo de
se tornarem um só! Dançar confinando-se cada um ao seu próprio
caminho. Permitir o paralelismo, mas sem que um se perdesse
dentro do outro. Brincar ao casamento, a par e passo, ler o mesmo
livro juntos, dançar uma dança de evasão na orla do desejo, per-
manecer dentro de círculos de luz sublimada, sem tocar no âma-
go que deitaria fogo ao circulo.
_____Uma hábil dança de não-posse."
Anaïs Nin - Os Filhos do Albatroz

franjas dos seus próprios desejos, a dança que faziam juntos não
era uma dança em que tomavam posse um do outro, mas uma
espécie de minuete, cujo objectivo consistia não em apropriar-se,
não em agarrar, não em tocar, mas em permitir que o máximo de
espaço e distância fluísse entre eles. Mover-se em sintonia, sem
colisões, sem se fundirem. Descrever circulos, fazer vénias em
sinal de devoção, rir dos mesmos absurdos, troçar dos seus próprios
movimentos, lançar sobre as paredes sombras gémeas que nunca
se tornariam uma só. Dançar em redor desse perigo: o perigo de
se tornarem um só! Dançar confinando-se cada um ao seu próprio
caminho. Permitir o paralelismo, mas sem que um se perdesse
dentro do outro. Brincar ao casamento, a par e passo, ler o mesmo
livro juntos, dançar uma dança de evasão na orla do desejo, per-
manecer dentro de círculos de luz sublimada, sem tocar no âma-
go que deitaria fogo ao circulo.
_____Uma hábil dança de não-posse."
Anaïs Nin - Os Filhos do Albatroz

©Fred Muram
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009

©Conrad Roset
Desculpa. Perdi-me. De mim. De ti. Do Mundo. Da lógica e da razão bem como do que sinto. Foi verdadeiro mas de certa forma escusado. Injusto também. Fizeste-me muito mal em muitas circunstâncias, mas há uma parte que continuo a querer abraçar todos os dias. Oxalá eu conseguisse racionalizar e separar as coisas.. Talvez porque nunca tenhamos acabado a bem. Com justa causa.. Talvez tanta coisa. Não sei. Achas que as coisas
podem um dia ficar bem? O que quer que 'bem' signifique..
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
psyche

©acoldzero
(...)
Show without showing
What you know without knowing
(...)
As I was set to fall in
(...)
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
sinto o Outono a voltar, devagarinho, e com ele o intimisto e o mistério das noites longas. trago no corpo as dicotomias e os anacronismos de quem procura sem encontrar e a vontade de ter sem poder. o meu coração tem pêlos. é um orgão débil. de grande potencialidade, mas débil. com a chegada do equinócio fica mais cristalino e os tons entre o purpura e o turquesa acrescem-lhe a face enaltecida dos trejeitos que ele não tem para ser um simples e normal orgão. tem o azul rasgado da maçã e a bandeja de prata a ganharem pó e cheiro a mofo.
o mundo em volta é um complexo de causas-efeitos a acontecerem sem lógica aparente. aparentemente sem razão. apenas aparentemente. para lá do perceptivel são os numeros, entre a elipse e o circulo perfeito. 3,14159265. e entre o esquecimento induzido pela química são os dias inertes e vazios. bate forte o branco enevoado e o vapor húmido como neblinas numa caixa de cartão amolecida que é a minha cabeça. e os meus olhos cegos não vêem para lá do que é alcançado até à bandeja de prata onde começa e acaba, de forma cíclica, o pulsar entre os pêlos deste meu orgão.

não tenho faixa de banda sonora para colocar, mas posso dizer que tenho estado a ouvir Portishead em repeat hà já algum tempo...
o mundo em volta é um complexo de causas-efeitos a acontecerem sem lógica aparente. aparentemente sem razão. apenas aparentemente. para lá do perceptivel são os numeros, entre a elipse e o circulo perfeito. 3,14159265. e entre o esquecimento induzido pela química são os dias inertes e vazios. bate forte o branco enevoado e o vapor húmido como neblinas numa caixa de cartão amolecida que é a minha cabeça. e os meus olhos cegos não vêem para lá do que é alcançado até à bandeja de prata onde começa e acaba, de forma cíclica, o pulsar entre os pêlos deste meu orgão.

©acoldzero
não tenho faixa de banda sonora para colocar, mas posso dizer que tenho estado a ouvir Portishead em repeat hà já algum tempo...
Assinar:
Postagens (Atom)










