segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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a letargia espetada no pulmão direito e o esquerdo a sangrar saudade. é uma premissa tão boa quanto outra qualquer.
é tempo de recomeçar. devagar. e é isto. um ensaio sobre voltar.


sábado, 6 de outubro de 2012

das coisas que tu não vês.



Partir não significa deixar e não tem que querer significar perder. Assim como o silêncio é uma faca de dois gumes, que tanto diz o que não quer dizer como não quer dizer o que diz. Há um mapa nas palavras, especialmente nas que tu não ouves. Mas elas estão escritas à tua frente, a dizer-te onde vou, onde estou. E não é dificil encontrares-me quando não me consegues [t]ver. Só precisas de saber-me ao invés de imaginar-me. E essa, é a parte onde o GPS falha. Nem eu te sei dar essas coordenadas. Mas acho que hoje tu já sabes. Eu não sou como os outros, mas sou igual a todos eles.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012



O Rei Leão sempre foi um dos meus filmes favoritos de sempre. Tive outrora uma cassete VHS que rodava o filme cerca de três vezes por fim de semana. carregado de simbologia e mensagens subliminares, uma metáfora do percurso, do karma e do destino, era um desafio para mim na altura, ler nas entrelinhas, e a medida que fui crescendo, perceber cada mensagem mais subliminar que outra. Ainda assim, levei anos a entender que há sempre um dia em que vais ter que voltar, ou perdes-te para sempre, e eu, eu nunca quis voltar. Sempre vi a hipótese como longínqua, mas estou cá. Vinha passar férias e fiquei. Agora vivo aqui, mas em estado latente, quase catárquico. Voltei mas continuo perdido. Terei voltado cedo de mais? Diz ele no filme "Lembra-te de quem és!" Terei eu saltado essa parte?




quinta-feira, 4 de outubro de 2012




há uma razão. há sempre uma razão. a questão é que a razão está sempre dependente do entendimento da mesma, e o entendimento por sua vez é uma variável demasiado instável. o que eu quero dizer, é que há uma lógica para além daquilo que conseguimos ver. existe, para mim, uma verdade acima daquela que [aparentemente] se conhece. mesmo para quem não acredita num qualquer deus, como eu.
porque negar um deus não é negar o divino.




terça-feira, 2 de outubro de 2012



é simples. sou um daqueles tipos que aos 30 voltou para casa dos pais. apesar da roupa lavada e da sopa da mamã, sou um tipo com necessidades, algumas das quais que a família não pode nem deve comportar.

depois de ter participado num evento onde expus quatro pinturas de tinta e fogo sobre ferro, obras estas com dimensões compreendidas entre os 250 x 125 cm, está na altura de as ir buscar. acontece que isso exige despesas, nomeadamente viagem.



a proposta é a seguinte:

 ofereço uma das pinturas a quem me financiar as despesas resgate das mesmas. e não é tão longe quanto isso.
Almeirim - Torres-Vedras - Almeirim.

é uma oportunidade unica.