terça-feira, 25 de setembro de 2012



Era uma vez, num tempo distante como ontem, uma casa encantada como o teu apartamento, e um príncipe e uma princesa como eu e tu. Não há dragões, nem monstros, não há vilões. Há e eu tu a ver o nascer de um dia de chuva pela janela ampla da sala, e a minha sina de que todos os contos de fadas acabam em tragédia. Alguns mesmo antes de começar.






terça-feira, 18 de setembro de 2012




que não voltes a (re)lembrar meu nome. para o bem e para o mal. que não voltes a menciona-lo ou proferi-lo. que não voltes. e ainda que relembrando alguém que dissertava um "cuidado com o que desejas", eu, de cabeça rescaldada, digo-te que é triste sentir que a raiva que me plantaste se sobreponha à magia de um sorriso que outrora te conheci. e se os abraços dizem em silêncio as palavras que não se proferem, a ausência deles não lhes fica atrás. no dia em que me for impossível viver ignorando, matar-te-ei dentro de mim com agua salgada, lagrimas e suor. fica o aviso. e no lugar do teu naufrágio nascerão flores que outrem irá colher, e ainda assim, não pronunciarás o meu nome, porque eu não to permito.




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©AColdZerø2011



quinta-feira, 13 de setembro de 2012





cada um há-de morrer no seu próprio veneno e eu não serei excepção, mas aquele, aquele lá em cima no qual eu não acredito,
diz que escreve direito por linhas tortas.
um brinde à falsidade!






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©AColdZero2011



domingo, 9 de setembro de 2012


por forma a celebrar a abertura da exposição UNfairy tales na galeria virtual White Walls On Black Cubes, deixo em primeira mão um conto um tanto diferente em jeito de pré-abertura.
aproveito para anunciar que estão disponíveis #10 exemplares do mesmo em formato livro+dvd pelo preço de 5€ cada + portes.

dúvidas e informações através de email.






because some good things still come in september.



sábado, 8 de setembro de 2012



cheiras a morto. cheiras a morto porque morreste. quem deixa de ser, morreu, tenho para mim. como as vizinhas aqui em volta, que morreram nos 60 mas continuam a empiriquitar-se para ir a missa aos domingos. vestidas na sua melhor camisa de fim de semana e encharcadas em perfume do chinês. fachada. ja dizia o manel. fachada de uma coisa morta. uma morte ficcionada, mentida. mentira. mas morreste de verdade enquanto distraída te deixavas perecer nessa coisa em que te tornaste. ironia no seu explentor! naquele dia, quando passaste por mim na rua e te cumprimentei como habitualmente. e deixaste de receber flores como habitualmente, mas é compreensível. era a ti que elas se dirigiam mas era essa outra coisa que as recebia. e essa coisa não cultiva, e como tudo na vida, se não cultivas, não colhes. as pessoas também se cultivam, tenho para mim. ou deviam. senão morrem, e cheiram a morto, como tu.



©Graciela Iturbide