domingo, 29 de abril de 2012





parece que anda por aí uma espécie de jogo em cadeia em que as pessoas publicam fotos dos bens que salvariam se a casa começasse a arder e tivessem que sair a correr. é um jogo que à partida não me faz muito sentido, dado que a minha casa arde todos os dias. até eu ardo todos os dias e várias vezes ao dia. por isso, ao invés do tradicional jogo, estou a fazer uma espécie de estudo daquilo que consigo colocar na mochila. o essencial, sim, mas o resto que sobrar, vender para comprar um bilhete de avião de ida sem volta para o primeiro destino que estiver disponivel ao chegar ao aeroporto. ou isso ou atestar o depósito do carro e conduzir sem destino até o combustível acabar.
a modos que ando um tanto tentado a experimentar uma aventura ao género "into the wild", menos na parte da dieta do arroz.




e não. não estou a brincar.

sábado, 28 de abril de 2012



The immensely talented Nicolas Jaar and his own record label Clown & Sunset label have released a compilation of music, entitled Don’t Break My Love, in the form of an aluminum cube called The Prism. With music by Jaar himself,  Nikita Quasim, Vtgnike, Valentin Stip and much more. Designed by Jaar, the Prism format is meant to retain a physicality in music and promote connectivity, with two headphone jacks on either side of the rechargeable cube. Four buttons allow listeners to start, pause, and skip through tracks.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012





2 Dec 11, 5.50PM PDT  e um desejo com o teu nome sublinhado.
Tivesses arriscado um sim e eu tinha arriscado levar-te lá.






domingo, 15 de abril de 2012


é uma linha muito ténue.
a única incerteza é saber cá dentro que caminho é este. para onde vai.
a única ânsia é não saber distinguir-te. onde estás. onde estou. é não saber o lugar.
se amanhã souber o (teu) lugar, amanhã saberei o destino. até lá o desassossego.

não perder.
não fugir.

se estas premissas forem cumpridas, será cumprido o não desistir.







quarta-feira, 11 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A minha estadia no Maria Vai Com As Outras está a chegar ao fim. Depois de atirar pequenas labaredas à parede, é altura de pôr água na fervura. No próximo sábado estarei por lá e no final da noite vou despregar todas as minhas marcas da parede. Se alguém assim o entender, serei capaz de me despregar delas próprias também, caso alguém queira levar alguma para casa. É aparecer no próximo sábado no Maria e falar comigo ou eventualmente deixar-me um email ou uma mensagem aqui na caixa de comentários.


terça-feira, 3 de abril de 2012






Tenho a melodia do vento sobre a tua voz a fazer-me eco e uma fogosidade na face. Vestígios de um toque subtil e o teu nome na ponta da língua, entre o carmesim e o pompeia dentro da íris dos meus olhos. Trazes-me a arritmia apagada pelo tempo. Depois de anos a esculpir um cofre de gelo para guardar a minha maçã, confesso que já não sei como acordar o músculo da dormência. Latência.
Roubas-me o tempo ao sono mas ofereces-me sem saber a razão dos dias. Adormecer é uma lâmina afiada. Entre o ir e o perder-te.
No final, e antes dos primeiros raios de sol irromperem o dia: se te tocar, desapareces?