quinta-feira, 23 de junho de 2011







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©Scott H Young







É difícil adormeceres entre o cio da tua gata e o abismo da tua própria existência. Passam já das três da manhã e a cada miar mais profundo, ouves a voz - "Vou deixar de existir! Vou deixar de existir!". A noite é uma espiral que te leva para baixo. É fácil perderes-te entre os lençóis quando não tens quem te limpe o suor. Os pulmões ásperos e a garganta seca. O infinito na cabeça, uma gosma que não te deixa dormir e a tua gata mia à tua porta como se cá dentro estivesse a cura. Mas cá dentro só vive a doença. A tua. A cada miar ouves a tua voz apagar-se e a tua cabeça a dar outra volta e mais outra.
Afogas a cabeça na almofada e deixas-te desfalecer. A unica solução é perder. Quando nasceste não te deram alternativa. Não importa as armas que tenhas. A tua gata há de adormecer pela manhã. Nessa altura vais tomar um chá de limão com mel e pensar que tudo não foi mais que um delírio. Se não morreres do mal morres da cura. Mas dela não escapas.


domingo, 19 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011





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©acoldzero

Canetas de ponta fina, marcador Eding 800 e lápis de grafite. Edição digital.


quarta-feira, 15 de junho de 2011





We sometimes encounter people, even perfect strangers, who begin to interest us at first sight, somehow suddenly, all at once, before a word has been spoken." - Fiódor Dostoiévski







a minha flor envenenada
©acoldzero



sexta-feira, 10 de junho de 2011




o ensinamento essencial para a vida, o único que importa reter, 
e que ainda hoje tem serventia, muito antes de entrares 
para a primeira classe e contraíres um surto de piolhos, 
extraíste da calorosa voz da tua mãe 

Não aceites nada de estranhos 

Foi então que aprendeste o medo






Bruno Sousa Vilar in A Sul de Nenhum Norte - AQUI



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©acoldzero

canetas de ponta fina e lápis de grafite sobre papel. edição digital.
uma encomenda da R.N.